Partido Popular Europeu pode expulsar Fidesz

“Nunca vi um movimento tão forte a favor da suspensão ou expulsão" do partido de Orbán, diz Paulo Rangel.

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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán Reuters

A polémica em torno lei do governo húngaro que visa a Central European University foi a gota de água que acabou com a paciência de muitos no grupo do Partido Popular Europeu (democratas-cristãos). Há uma contestação crescente no seio do PPE, a que pertence o Fidesz do primeiro-ministro Viktor Orbán.

“Nunca vi um movimento tão forte a favor da suspensão ou expulsão do Fidesz do PPE”, garante ao PÚBLICO Paulo Rangel. Segundo o vice-presidente do grupo, a situação na Hungria “é problemática”. Rangel admite ser praticamente impossível manter o Fidesz no PPE se Orbán prosseguir na atual linha política “iliberal”.

Nas últimas semanas muitas delegações de países do centro e norte da Europa pediram a suspensão do Fidesz e a situação deverá ser analisada na próxima cimeira do partido. Um dos eurodeputados mais revoltados com a situação na Hungria é Frank Engel, do partido social-cristão do Luxemburgo. Em declarações ao PÚBLICO diz: “O Fidesz não tem lugar no seio do PPE, primeiro partido europeu fundado por democratas-cristãos federalistas”.

Por outro lado, a saída do Fidesz teria consequências. Os seus 12 deputados no PE poderiam vir a engrossar as fileiras dos grupos eurocépticos. Além disso, o PPE ficaria com 204 deputados passando os socialistas (189) a estar assim mais próximos dos democratas-cristãos.