Cancelado abate de 26 árvores no Areeiro, em Lisboa

Depois de podadas em 2015, várias árvores em Guerra Junqueiro foram marcadas para abate
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Depois de podadas em 2015, várias árvores em Guerra Junqueiro foram marcadas para abate evr Enric Vives-Rubio

A Câmara de Lisboa cancelou o abate de 26 árvores na Avenida Guerra Junqueiro e na Praça de Londres que estava previsto para os próximos dias. O vereador da Estrutura Verde reuniu-se esta terça-feira de manhã com os promotores de uma petição contra esses abates e garantiu que os mesmos não avançarão.

“Os serviços competentes da câmara vão fazer uma avaliação de risco e uma monitorização constante durante os próximos meses”, explica Rui Martins, dirigente do movimento “Vizinhos do Areeiro”, que lançou a petição on-line que reuniu perto de 1.200 assinaturas. “No Inverno vai fazer-se uma intervenção no arvoredo. É provável que muitas destas árvores sejam abatidas, mas isso depende da avaliação que será feita durante os próximos meses”, acrescenta.

Na segunda-feira, em declarações ao PÚBLICO, o vereador José Sá Fernandes já tinha dado a entender que o destino destas árvores poderia ser diferente do esperado. “Vai haver alguns abates, mas provavelmente não tantos como foram anunciados”, disse o responsável pela Estrutura Verde da capital.

As palavras de Sá Fernandes não passaram despercebidas a Cláudia Madeira, deputada de "Os Verdes" na Assembleia Municipal de Lisboa. “Esta história de marcar árvores para abate e depois o executivo decidir que afinal já não são todas para abater dá ideia de que a câmara não sabe o que anda a fazer”, disse.

Na resposta, o presidente da câmara assegurou que “não vai haver abates de árvores na Guerra Junqueiro” e pediu aos deputados que aprovem finalmente o Regulamento do Arvoredo, paralisado há quase ano e meio na assembleia municipal. Os presidentes de algumas juntas de freguesias estão contra este regulamento, uma vez que a gestão e manutenção dos espaços verdes é, desde 2013, competência de cada freguesia.

“Não será altura de devolver de vez a competência do arvoredo à câmara e acabar com estas questões e constantes atropelos ao arvoredo da cidade?”, questiona Rui Martins. O dirigente associativo diz que fez esta pergunta a Sá Fernandes. Recebeu como resposta o que o vereador já dissera ao PÚBLICO: “Espero que em breve haja notícias sobre isso”.