Suspeito de atentado em Estocolmo era conhecido das autoridades

Polícia sueca diz estar cada vez mais certa de que o homem detido era o condutor do camião e confirma que havia um engenho suspeito dentro do veículo.

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O primeiro-ministro, Stefan Löfven, visitando o local do ataque Reuters/TT NEWS AGENCY

A polícia sueca confirmou que o suspeito detido por ligação ao ataque de sexta-feira no centro de Estocolmo é natural do Uzebequistão, tem 39 anos, e já era conhecido das autoridades. 

Em conferência de imprensa, o responsável pelos serviços de segurança interna (Säpo), Anders Thornberg, disse que apesar de não estar a ser "alvo de investigações em curso", o detido "é alguém que já foi detectado nas nossas bases de dados".      

O chefe da polícia nacional, Dan Eliasson, disse por sua vez que está cada vez mais confiante de que o suspeito é, de facto, o responsável do ataque. "Nada aponta para a hipótese de termos a pessoa errada, pelo contrário, as suspeitas têm aumentado à medida em que a investigação avança." Mas nenhum dos responsáveis deu mais detalhes.

O tablóide Aftonbladet noticiara que o suspeito era simpatizante do Daesh. Mas a acção não foi ainda reivindicada – especialistas em Daesh sublinham que o movimento por regra reivindica ataques apenas quando o atacante morre, provavelmente para não prejudicar uma eventual defesa em tribunal.

A polícia confirmou ainda que encontrou um “engenho” suspeito no lugar do condutor do camião usado para atropelar os transeuntes e depois lançado contra um centro comercial. “Nesta altura é impossível dizer o que é, apenas que é algo que não deveria lá estar”, declarou Eliasson.

Fontes policiais afirmaram antes à Swedish Television News que se tratava de um explosivo líquido e, aparentemente, o autor do ataque terá sofrido queimaduras ao tentar detoná-lo.

A polícia também afirmou que não consegue ainda, neste momento, excluir o envolvimento de mais pessoas.

O primeiro-ministro, Stefan Löfven, visitou o local do atentado este sábado. Na véspera, tinha declarado, dirigindo-se aos atacantes: "Vocês não nos vão derrotar, não vão governar as nossas vidas, não vão nunca, nunca, ganhar."