Já podemos ouvir o novo álbum dos Depeche Mode

Banda britânica vai interpretar Spirit no concerto já agendado para o festival Nos Alive, a 8 de Julho, no Passeio Marítimo de Algés.

O vocalista Dave Gahan, no anterior concerto da banda em Oeiras, em 2013
O vocalista Dave Gahan, no anterior concerto da banda em Oeiras, em 2013 Nuno Ferreira Santos
Capa do novo disco
Capa do novo disco DR
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Já sabíamos que um novo álbum – o 14.º – estava a caminho, e que se chamaria Spirit. E também que em Portugal vamos poder ouvi-lo ao vivo no dia 8 de Julho, no último dia do festival Nos Alive no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras. Sabemos agora que podemos também ouvir já o novo disco dos Depeche Mode recorrendo às lojas ou às plataformas de streaming.

O lançamento foi anunciado esta sexta-feira, em Berlim, pela banda inglesa de rock, que simultaneamente divulgou as datas para a nova digressão de apresentação do novo trabalho – o Global Spirit Tour –, que começa no dia 5 de Maio em Estocolmo, terá mais de três dezenas de concertos, e terminará em Outubro nos Estados Unidos.

Do novo disco, já conhecíamos o single Where’s The Revolution?, que a banda tinha já posto a circular em Fevereiro, e se anunciava já como um tema de preocupações políticas, acompanhado por um vídeo de quatro minutos realizado por Anton Corbijn, o mediático autor de Control (2007), filme que segue o percurso de Ian Curtis e do seu Joy Division, e que é também um colaborador habitual dos Depeche Mode.

Spirit, que foi gravado na Califórnia e em Nova Iorque entre Abril e Agosto de 2016, dá pois continuidade às preocupações cívicas e políticas da banda de Essex, e é inspirado em acontecimentos da actualidade mundial, como a guerra na Síria, o recrudescimento do nacionalismo e do populismo na Europa e a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos.

“Penso que se trata de um álbum muito sombrio, que não olha para a humanidade de uma forma muito simpática, mas, chamando-lhe Spirit, talvez isso nos ajude a regressar ao caminho certo”, disse à Reuters o guitarrista e teclista Martin Gore

“Nós sabíamos que era um pouco perigoso fazer um álbum que pudesse ser visto como sendo político, mas sentimos que isso era necessário nos tempos que correm", acrescentou o músico.

Carregue aqui para ouvir o novo álbum dos Depeche Mode, através do Spotify

Sobre o tema Where’s the Revolution?, Gore disse que fora já inspirado nos acontecimentos de 2015, quando "o mundo não estava tão mau como está hoje”. “Mas havia então já muitas coisas a acontecer, e uma das mais graves, para mim, era a [guerra na] Síria, que entretanto talvez tenha piorado, mas na altura já era péssimo", acrescentou o músico.

O seu companheiro de banda Andrew Fletcher evocou também o nacionalismo, que “voltou a estar na moda”. “Convém lembrar que a última vez que vimos o nacionalismo foi antes da Segunda Guerra Mundial, e há potencial para que algumas coisas horríveis voltem a acontecer", acrescentou o teclista Andrew Fletcher, justificando assim as novas preocupações políticas da banda.

O concerto dos Depeche Mode no Nos Alive – que decorre de 6 a 8 de Julho, e cuja lotação está já quase esgotada – marca mais um regresso da banda a Portugal, tendo actuado pela última vez neste mesmo festival, então Optimus Alive, em Julho de 2013.