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PS põe primárias na gaveta

Adrião fala em “violação das regras” no PS

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Daniel Adrião no último Congesso do PS NFS Nuno Ferreira Santos

Daniel Adrião acusou a direcção do PS de ter feito “uma grave violação das regras de funcionamento democrático do partido”, na reunião da comissão nacional do último sábado. Em causa está a decisão da direcção do PS de retirar da votação a proposta de alteração aos estatutos apresentada por Adrião no Congresso de Junho de 2016 que propunha a adopção de eleições primárias para a escolha de todos os candidatos a cargos públicos.

A decisão da direcção foi explicada ao PÚBLICO pelo secretário-nacional responsável pela organização do partido, Hugo Pires, com o facto de a votação da proposta de Adrião ficar “prejudicada” pela votação da proposta da criação de um grupo de trabalho destinado a fazer uma discussão alargada dos estatutos do PS até ao congresso de Junho de 2018 com o objectivo da sua revisão e modernização em diversos aspectos. Um grupo que será liderado por Hugo Pires.

Daniel Adrião sustenta que “é impossível a direcção decidir sozinha retirar da votação pela comissão nacional” uma proposta que o Congresso aprovou que fosse votada por este órgão”, como aconteceu com a sua.

Hugo Pires justifica a não votação da proposta Daniel Adrião com o facto de estar a ser criado “um grupo de trabalho para ouvir as estruturas e os militantes para que haja uma discussão alargada e pública”. E argumenta: “Não tem sentido estar a alterar cirurgicamente os estatutos, seria extemporâneo quando se vai fazer uma alteração alargada e amplamente discutida”.

O responsável pela organização salienta que os actuais estatutos permitem as primárias para a eleição do secretário-geral, lembrando que António Costa já se candidatou a primárias.

A proposta de revisão alargada inclui, segundo Hugo Pires, a adopção de primárias proposta por Daniel Adrião, bem como outros assuntos: reorganização territorial das secções do PS de acordo com o novo recorte das freguesias; criação de estruturas acimas das distritais tendo em conta a descentralização; pensar o financiamento; repensar a participação em movimentos sociais; regulamentar as ciber-secções.

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