Jeff Sessions afasta-se da investigação à interferência russa nas eleições americanas

Procurador-geral foi acusado de manter contactos com embaixador russo durante a campanha. Negou que tenha falado sobre a campanha eleitoral, mas pediu escusa da investigação que supervisionava.

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LUSA/MICHAEL REYNOLDS

O actual Procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, e um dos primeiros apoiantes de Donald Trump na corrida à Casa Branca, negou esta quinta-feira que tenha contactado representantes oficiais da Rússia para discutir a campanha de Donald Trump. Apesar disso, Sessions deixa pelo próprio pé a investigação sobre a influência de Moscovo nas eleições presidenciais americanas de Novembro, que supervisionava.

Jeff Sessions tem sido, nos últimos dias, acusado de mentir ao Senado sobre encontros com o embaixador russo em Washington, que terá mantido em segredo. O tema levou ao afastamento do general escolhido por Trump para dirigir o conselho nacional de segurança, Michael Flynn.

A notícia caiu como uma bomba não só porque o nome de Sessions não estava incluído na lista de personalidades ligadas ao Presidente Donald Trump que são suspeitos de uma excessiva proximidade a Moscovo, mas principalmente porque o procurador-geral detém a supervisão das investigações às alegadas manobras russas para interferir com o resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos. 

“Eu nunca tive encontros com operativos russos ou intermediários russos sobre a campanha de Trump”, começou por garantir Sessions. No entanto, revelando que manteve, nas últimas semanas, contactos com responsáveis éticos do Departamento de Justiça, o procurador-geral decidiu afastar-se da investigação às manobras russas. “Eu não deveria estar envolvido numa investigação sobre uma campanha em que desempenhei um papel”, admitiu o responsável pela pasta equivalente à da Justiça.