Realidade virtual através da Web passa a ser possível no browser do Google

O browser Chrome adoptou tecnologia que permite mostrar sites de realidade virtual. Funcionalidade só é compatível com um número restrito de telemóveis.

Facebook e Google querem massificar a tecnologia
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Facebook e Google querem massificar a tecnologia Reuters/RICK WILKING

A realidade virtual é uma apostas das grandes empresas tecnológicas e o Google deu mais um passo no caminho, ainda longo, de uma eventual massificação. O browser Chrome é agora compatível com uma tecnologia que permite mostrar directamente conteúdos de realidade virtual através da Web, sem necessidade de uma aplicação, e bastando aos utilizadores navegarem para o site que querem explorar.

A funcionalidade é limitada. Estes sites podem ser experimentados com os óculos Daydream View, desenvolvidos pelo Google e lançados no final do ano passado. Por sua vez, estes óculos apenas são compatíveis com três telemóveis no mercado, incluindo o Pixel, que é do próprio Google. Quem não tiver um destes aparelhos, poderá ver os sites de realidade virtual num outro telemóvel ou num computador, navegando com o dedo ou com o rato, numa experiência menos imersiva (a tecnologia que o Google está a usar no Chrome, chamada WebVR, existe também no browser Firefox, que tem muito menos utilizadores).

O Google diz que pretende fazer com que, nos próximos meses, a nova funcionalidade do Chrome seja também compatível com os óculos Cardboard, um projecto do Google que inclui modelos feitos em cartão e cujo objectivo é permitir o acesso a realidade virtual a baixo custo para o utilizador. Tanto os Cardboard – que são compatíveis com mais telemóveis, incluindo os iPhone – como o Daydream View funcionam encaixando o telemóvel na parte da frente dos óculos, que estão equipados com lentes que transformam a imagem no ecrã numa imagem tridimensional. Isto significa que todo o processamento é feito nos telemóveis e que estes têm de detectar os movimentos do utilizador.

Por seu lado, também o Facebook está a preparar novidades nesta área. Mark Zuckerberg, que se tem mostrado um entusiasta da realidade virtual, partilhou fotografias em que está a usar luvas que permitem ao utilizador interagir com o mundo digital de forma mais próxima do que acontece no mundo físico. As fotografias foram tiradas nos laboratórios da Oculus, a uma empresa comprada pelo Facebook e que produz os óculos Oculus Rift, cuja tecnologia está também nos Samsung Gear. De acordo com o texto que Zuckerberg publicou a acompanhar as fotografias, as luvas permitirão ao utilizador, por exemplo, desenhar e usar um teclado virtual.

Este ainda é um mercado de nicho. A analista IDC estima que em 2016 tenham chegado ao mercado cerca de dez milhões de aparelhos de realidade virtual e aumentada (em que elementos do mundo físico e digital se misturam) e que em 2020 sejam postos no mercado 110 milhões. 

“O objectivo é fazer da realidade virtual e da realidade aumentada tudo o que queremos que seja”, escreveu Zuckerberg. “Óculos pequenos o suficiente para serem levados para qualquer lado, software que permita experimentar tudo, e tecnologia para interagir com o mundo virtual tal como interagimos com o mundo físico”.

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