Colecção Miniatura está de regresso

Porto Editora continua a recuperar o património da Livros do Brasil e relança a colecção que tem por lema "as grandes obras em pequenos volumes".

O aspecto gráfico lembra muito as capas de antigamente
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O aspecto gráfico lembra muito as capas de antigamente dr

Quem se recorda do slogan "as grandes obras em pequenos volumes", frase que atravessava as capas dos livros de uma das mais icónicas colecções da Livros do Brasil? Pois, estão de volta. Quer o slogan, quer a colecção, que dava pelo nome de Colecção Miniatura. Depois de o grupo editorial Porto Editora ter comprado, em 2015, a marca Livros do Brasil – que incluía os livros, o catálogo de autores e as traduções – e de ter relançado a colecção Dois Mundos e a colecção Vampiro, continua a recuperar o seu património.

Nesta quinta-feira, numa conferência de imprensa em que apresentou o programa editorial para o primeiro semestre, o grupo anunciou o relançamento da Miniatura, colecção que originalmente começou a ser publicada nos anos 1950 e que chegou aos 170 volumes. Eram livros de bolso de autores como Somerset Maugham, James Hilton, Katherine Mansfield, Thomas Mann, Selma Lagerlof ou John Steinbeck, entre outros. 

Nesta Colecção Miniatura – nova série, cujo aspecto gráfico lembra muito as capas de antigamente, mantendo-se as risquinhas e a imagem oval ao centro, serão publicados “em pequeno formato grandes livros da literatura”, tal como explicou o director editorial da Porto Editora, Manuel Alberto Valente. Os novos livros da colecção poderão ser de “autores clássicos” mas também “de autores vivos com obras que se tornaram icónicas”. O preço será "também miniatura", pois cada livro custará 8,80 euros. 

Ainda este mês chegam às livrarias os três primeiros volumes: A louca da casa, da escritora espanhola Rosa Montero, que por este livro recebeu vários prémios entre os quais o Grinzane Cavour de literatura estrangeira; Soldados de Salamina, best-seller do também espanhol Javier Cercas, que abordava a Guerra Civil de Espanha de uma nova forma, e A Um Deus Desconhecido, de John Steinbeck, que recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962.