"Geringonça" na liderança da "Palavra do Ano"

São dez as palavras finalistas na votação que decorre até 31 de Dezembro. Até ao momento foram registados 22 mil votos.

A palavra "geringonça" é forte candidata a palavra do ano 2016
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A palavra "geringonça" é forte candidata a palavra do ano 2016 NUNO FERREIRA SANTOS

Os vocábulos "geringonça" e "campeão" mantêm a liderança da lista de candidatos à "Palavra do Ano", votação que termina no dia 31 e que recebeu já "mais de 22 mil votos", disse à Lusa fonte da Porto Editora.

Na lista de dez finalistas, não há alterações no pelotão da frente. As palavras “geringonça” e “campeão” lideram a eleição, com “Brexit” e “presidente” por perto", mas registam-se "duas pequenas alterações: “turismo” ultrapassou “racismo” e “humanista” ultrapassou “empoderamento”, adiantou fonte da Porto Editora, que organiza a iniciativa.

A "presidente" no 4.º posto segue-se "turismo" e na segunda metade da lista estão por esta ordem, "racismo", "humanista", "empoderamento", "parentalidade" e, em último, "microcefalia". "O número de votos continua a aumentar e já ultrapassamos os 22 mil votos, ou seja mais dois mil do que o ano passado", disse a mesma fonte.

A votação em www.palavradoano.pt prossegue até ao final do mês, e a palavra vencedora será conhecida no dia 4 de Janeiro, às 10h30, numa cerimónia a realizar na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures.

A escolha das dez palavras finalistas foi resultado "do trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa, levado a cabo pela Porto Editora, através da análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que elas alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais, como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da editora, tendo em consideração também as sugestões dos portugueses através do site www.palavradoano.pt".

A eleição da Palavra do Ano vai na sua oitava edição. As palavras eleitas nas edições anteriores foram "esmiuçar" (2009), "vuvuzela" (2010), "austeridade" (2011), "entroikado" (2012), "bombeiro" (2013), "corrupção" (2014) e "refugiado" (2015).