Um mundo de música na playlist dos White Haus para o Ípsilon

Modern Dancing, o segundo álbum dos White Haus de João Vieira, foi o mote para que nos oferecesse uma compilação de 20 canções. Olhar amplo, como seria de esperar, onde cabem Mulatu Astatke e Allen Toussaint, Angel Olsen e Scott Walker.

João Vieira, co-fundador dos X-Wife, apresentou-nos os White Haus em 2013 e lançou este ano o segundo álbum, <i>Modern Dancing</i>
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João Vieira, co-fundador dos X-Wife, apresentou-nos os White Haus em 2013 e lançou este ano o segundo álbum, Modern Dancing Luis Espinheira

Modern Dancing é um título que se adequa bem à postura de João Vieira. É isso que ele procura desde que nos ofereceu as noites Club Kitten, na alvorada do século XXI, foi isso que transpôs para os X-Wife que co-fundou na mesma altura. Foi também isso que nos trouxe com os White Haus que nos revelou em 2013. Dança moderna, não no sentido de procurar apenas o moderno (isso seria redutor), mas de procurar aquilo que é este pulsar contemporâneo em que os tempos se misturam e combinam em novos formatos. Modern Dancing, o seu segundo álbum enquanto White Haus, reequilibra o orgânico e o digital e assalta a pista de dança enquanto aproveita para deitar o olhar sobre as rotinas da nossa vida quotidiana.

Na playlist que elaborou para o Ípsilon, encontramos a diversidade de que se alimenta o (bom) melómano. Um vasto mundo de referências que, de uma forma ou de outra, mais ou menos visíveis, contribuíram para aquilo que é hoje a sua música. Ou seja, da nova Angel Olsen ao clássico Allen Toussaint, do jazz etíope de Mulatu Astatke ao folk-rock dos Whitney, do barítono de Scott Walker à fragilidade de Charlie Hilton.