Negócio da cloud empurra acções da Microsoft para valor recorde

A cotação superou a fasquia dos 60 dólares, ultrapassando o pico de 1999.

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Jacky Naegelen / Reuters

A Microsoft tem apostado no negócio dos serviços de computação em nuvem e os investidores aplaudiram os resultados. Nesta quinta-feira à noite, na apresentação trimestral de resultados, a empresa comunicou aumentos de receitas nos vários produtos de cloud, levando as acções a subir para o valor mais alto de sempre nas transacções após o horário de fecho dos mercados.

A cotação superou a fasquia dos 60 dólares, ultrapassando assim o pico de 1999, uma altura em que a Internet ainda não se tinha massificado, os computadores pessoais não ainda viviam tempos dourados e a Microsoft tinha um gigantesco negócio assente na venda de software como o Windows e o Office.

Contrariamente ao modelo de venda de cópias de software, em que há apenas um pagamento, os serviços e produtos disponibilizados através da cloud são tipicamente pagos por consumidores e empresas num modelo de assinatura. A Microsoft informou que as receitas anualizadas destes serviços deverão ultrapassar os 13 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros). Os resultados “mostram uma procura contínua pelos nossos serviços com base na cloud”, afirmou a directora financeira da empresa, Amy Hood.

Por outro lado, a venda de Windows para fabricantes de computadores pré-instalarem o sistema nos seus dispositivos estagnou, enquanto as receitas de videojogos caíram 5% (a Microsoft é a fabricante da consola Xbox). As receitas de publicidade associadas ao motor de busca Bing cresceram 9% e o negócio dos telemóveis (de que a Microsoft essencialmente desistiu) afundou 72%.

A Microsoft comunicou lucros de 4700 milhões de dólares nos meses de Julho, Agosto e Setembro (abaixo dos 4900 milhões do mesmo período de 2015) e as receitas foram de 20,5 mil milhões (ligeiramente acima dos 20,4 mil milhões de 2015).