Mais de 15 mil pessoas e uma enchente que fechou a ponte na inauguração do MAAT

Marcelo repetiu a visita ao novo museu, que se tornou “um fenómeno” do feriado em Lisboa. Ponte pedonal de Belém encerrada devido ao excesso de visitantes. Fundação EDP vai construir uma nova.

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A cobertura do edifício de Amanda Levete é talvez o ponto mais popular do novo equipamento Enric Vives-Rubio
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Mesmo perto do fim do dia, as enchentes e as filas Enric Vives-Rubio
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O director-executivo da Fundação EDP mencionou "milhares" de referências nas redes sociais ao novo edifício Enric Vives-Rubio
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Algumas das galerias tiveram de ser encerradas por questões de segurança Enric Vives-Rubio
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A inauguração do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT) está a ser “um fenómeno” que “supera largamente todas as melhores expectativas” da Fundação EDP, descreveu esta quarta-feira ao PÚBLICO o seu director executivo, Miguel Coutinho. Até às 19h, passaram pelo museu mais de 15 mil pessoas, uma delas o repetente Marcelo Rebelo de Sousa, e a ponte pedonal do Museu dos Coches teve de ser encerrada devido à enchente. A Fundação EDP já tinha projectado construir uma nova, que estará pronta antes da reabertura total do museu.

Desde as 12h, hora de abertura ao público, e até às 19h já tinham entrado mais de 15 mil visitantes nos dois edifícios do museu – a Central Tejo (o antigo Museu da Electricidade) e o novo edifício, de cobertura curva, projectado pela britânica Amanda Levete, que “é uma das estrelas do dia”, constata o responsável pela fundação. Uma dessas pessoas foi o Presidente da República, repetente no MAAT – segundo fonte da fundação, Marcelo Rebelo de Sousa, que já tinha estado terça-feira à noite na inauguração formal do museu, foi após as comemorações do 5 de Outubro ver o edifício de dia.

“E no campus EDP, uma área de 38 mil m2, passaram muitos mais milhares de pessoas. O topo do edifício está permanentemente cheio de gente”, diz Miguel Coutinho sobre a vista do seu gabinete, para uma obra no valor de 20 milhões de euros. As filas serpentearam junto ao rio Tejo toda à tarde e a afluência foi tal que, no interior da Central Tejo e onde estão duas das grandes exposições inaugurais do MAAT, houve que “controlar o acesso às salas por questões de segurança”.

Foi esse também o motivo da interrupção da circulação de pessoas, uma enchente, na ponte pedonal que liga o Museu dos Coches à frente ribeirinha onde fica o MAAT e que passa sobre a sobre a linha férrea. Segundo a Lusa, agentes da PSP encerraram a ponte e encaminharam os visitantes para a passagem subterrânea junto ao Centro Cultural de Belém/Padrão dos Descobrimentos. Foi o receio de que o peso excepcional fosse um risco que motivou a decisão, seguida de uma verificação técnica à ponte por parte dos bombeiros e elementos da Protecção Civil. Miguel Coutinho elogia a prontidão da intervenção – “a segurança é uma prioridade absoluta” – e aproveita para recordar que no início de 2017 deve estar pronta a nova ponte que liga a zona ao topo do MAAT, um dos pontos mais populares deste feriado. “Há milhares e milhares de fotos no Facebook e no Instagram” deste edifício “tão interessante e diferente”.

“Não tínhamos dúvidas de que este museu era necessário, complementar aos já existentes”, diz ainda sobre os “públicos muito diferentes” e a "reacção absolutamente extraordinária" que estão a ter nesta inauguração. Hoje é o único dia em que é possível entrar gratuitamente nos dois edifícios. A partir desta quinta-feira, o acesso ao MAAT, que voltará a abrir em Março o seu novo edifício já com a obra no interior completa, passará a custar cinco euros, para depois, com ambos os seus espaços a funcionar em pleno, atingir os nove euros por ingresso. [Ao final da noite de quarta-feira, o director do MAAT, Miguel Coutinho, anunciou que o acesso ao museu continuará a ser gratuito até Março.] Até Março, a Central Tejo está a funcionar em pleno e o edifício novo terá apenas o seu átrio central, com a peça de Dominique Gonzalez-Foerster, aberto.

Com uma programação especial que inclui os Dead Combo, Nástio Mosquito ou um DJ set de Fatima al Qadiri e animação noite dentro, a abertura do museu está a ser um acontecimento num dia feriado em Lisboa.

Quem queria chegar ao MAAT enfrentava uma massa compacta de gente a querer atravessar a ponte pedonal, e uma fila que se estendia pelos passeios dos dois lados da Avenida Brasília e acabava por contornar o próprio Museu dos Coches. Pelas 16h era difícil circular, o trânsito estava compacto e muitos desistiam de procurar lugar para estacionar. Ao longo do dia, alguns dos potenciais visitantes acabaram por conhecer o novo equipamento cultural da capital só por fora – passear na cobertura do novo edifício foi uma das actividades preferidas. com J.G.H.