Plácido Domingo canta num rio da Amazónia em defesa do ambiente

Tenor espanhol associa-se a músicos brasileiros num concerto que se realiza este sábado num palco flutuante no rio Negro, numa iniciativa social do Rock in Rio.

Placido Domingo fotografado em Lisboa, em 2012
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Placido Domingo fotografado em Lisboa, em 2012 Daniel Rocha

O tenor espanhol Plácido Domingo actua este sábado num palco flutuante no rio Negro, em plena Amazónia brasileira, uma organização do festival de música Rock in Rio que pretende alertar o mundo para a desflorestação e as alterações climáticas.

No concerto, na região de Manaus, actuam também a Orquestra Filarmónica e o Coro da Amazónia, além do filho do tenor, Plácido Domingo Jr., do tenor brasileiro Saulo Laucas e dos músicos do mesmo país Andreas Kisser e Ivete Sangalo.

Com transmissão directa pela internet, o concerto – diz a organização – visa sensibilizar a população mundial para o problema da preservação ambiental, da desflorestação da Amazónia e das alterações climáticas.

No local estarão apenas 200 convidados, também eles numa plataforma flutuante montada no rio, mas o objectivo da vertente social do Rock in Rio é chegar a milhões de pessoas, consciencializando-as para a necessidade de "serem agentes activos no combate às alterações climáticas através da sua própria mudança de comportamento", acrescenta a Rock in Rio.

Paralelamente, a organização pretende angariar verbas para plantar quatro milhões de árvores na Amazónia, especialmente numa das zonas mais devastadas, junto do rio Xingu. Até agora, já tem garantidas 2.890.000 árvores.

O projecto tem o apoio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), do Instituto Socioambiental (ISA), também do Brasil, e da Conservação Internacional (uma organização internacional com sede em Washington). A organização ambientalista portuguesa Quercus também apoia a iniciativa.

O Rock in Rio é um festival de música que começou em 1985, no Brasil, e que, desde 2004, acontece também em Portugal, Lisboa, de dois em dois anosEspanha, Estados Unidos e, em breve, Argentina são outros países a receber o festival.

Em 2001, o fundador do Rock in Rio, Roberto Medina, criou a vertente social do projecto, Rock in Rio - Por um Mundo Melhor, que desde aí já investiu 24 milhões de euros em projectos sociais e ambientais. O concerto deste sábado insere-se nessa vertente.

O concerto pode ser seguido, a partir das 23h30 (hora de Portugal Continental e Madeira), no site do Rock in Rio, www.rockinriolisboa.sapo.pt, ou ainda através dos endereços www.amazonialive.com e globo.com, multishow.com, no Brasil, e LiveXLive.com, a nível global.