Música para ver ou cinema ao vivo?

O programa Stereo atinge este ano uma dimensão fora do normal no Curtas, com oito sessões.

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How to Become Nothing

Se o programa Stereo atinge este ano uma dimensão fora do normal no Curtas, com oito sessões, isso deve-se em grande parte ao sucesso obtido pelo festival em 2015 com o concerto dos Lambchop. Como explica Miguel Dias, “é verdade que nunca arriscámos muito ao nível dos concertos, e o sucesso dos Lambchop foi bastante encorajador para nos incentivar a apostar em nomes de maior peso.” Ainda assim, há uma diferença de peso: no caso do grupo de Kurt Wagner, existia uma “encomenda” específica do festival, The Dockworker’s Dream, em colaboração com o mestre da found footage Bill Morrison.

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Os Tindersticks trazem uma produção pré-existente referente ao álbum The Waiting Room, onde cada tema tem uma curta correspondente dirigida por gente como Claire Denis ou Christoph Girardet

Este ano, os Tindersticks já trazem uma produção pré-existente referente ao álbum que publicaram no início do ano, The Waiting Room, onde cada tema tem uma curta correspondente dirigida por gente como Claire Denis ou Christoph Girardet. Miguel Dias fala, mais uma vez, de um acaso de calendário que surgiu na boa altura. “Não é todos os anos que uma banda realiza um álbum visual como este, ainda por cima com cineastas que fazem parte da nossa história enquanto festival”. Essa circunstancialidade de aproveitar a digressão do grupo estende-se ao sueco Jay Jay Johansen, cujo concerto Opium corresponde igualmente à sua actual digressão (sábado 16, 24h).

Mas se os nomes de maior peso trazem concertos pré-existentes, o Stereo mantém a tradição de apostar em propostas “fora da caixa”.

A que deixa mais água na boca resulta do encontro entre um dos habitués do festival, Paulo Furtado aliás The Legendary Tigerman, com a fotógrafa Rita Lino e o realizador Pedro Maia para How to Become Nothing, um road movie rodado em viagem pela Califórnia (sexta 15 às 24h).

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O encontro entre The Legendary Tigerman, com a fotógrafa Rita Lino e o realizador Pedro Maia: How to Become Nothing, um road movie rodado em viagem pela Califórnia

Pedro Maia, aliás, apresenta-se em dose dupla: na noite seguinte surge em nome próprio com uma experiência de live cinema musicada por Landforms (aliás Luís Fernandes dos peixe:avião), Wasteland, à volta de restos de película descartados pelos laboratórios (sábado 16 às 21h45). O sexteto de jazz moderno do americano Greg Foat aceitou o desafio de criar música para filmes experimentais dos anos 1920 conotados com as vanguardas artísticas com a sessão Visual Music (quinta 14 às 24h) e o realizador e director de fotografia Jorge Quintela improvisa no momento sobre música e sonorizações de Rui Lima e Sérgio Martins, sob o genérico Soundscope Cinema (sábado 9 às 23h45).