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Paulo Pimenta

Patti Smith: vamos poder ler o novo livro de memórias a partir de Maio

Patti Smith recupera histórias pessoais, revisita o passado, as viagens, as leituras e convoca referências literárias e artísticas, de Frida Khalo a Jean Genet

"M Train", o mais recente livro de memórias da escritora e cantora norte-americana Patti Smith, lançado nos Estados Unidos no último Inverno, vai ser publicado em Portugal a 6 de Maio, revelou a editora Quetzal.

Traduzido pelo poeta Hélder Moura Pereira, o livro mantém o título original, com Patti Smith a recuperar histórias pessoais, revisitando o passado, as viagens, as leituras e convocando referências literárias e artísticas, de Frida Khalo a Jean Genet. A narrativa de "M Train" começa num café em Nova Iorque, onde Patti Smith se senta com regularidade para escrever, acompanhada, como sempre, de uma chávena de café.

Se em "Apenas miúdos", o livro de memórias anterior, Patti Smith relatava a vida em Nova Iorque, no início da idade adulta, ao lado de Robert Mapplethorpe, em "M Train", paira uma ideia de perda e solidão, com referências à relação com o marido, o músico Fred 'Sonic' Smith, dos históricos MC5, que morreu em 1994.

Editado originalmente no Outono passado, "M Train" é uma "colecção sublime de histórias verdadeiras sobre a perda irremediável, memória, viagem, crime, café, livros e pensamentos desordenados que nos levam para o âmago de Patti Smith", como escreveu a revista "Vanity Fair".

Em 2015, Patti Smith actuou por duas ocasiões em Portugal, uma no Porto, no festival Nos Primavera Sound, e outra em Lisboa, no Coliseu, para celebrar em palco os trinta anos da edição de "Horses" (1975), o seu álbum de estreia.

Apelidada de "madrinha do punk", Patti Smith, de 69 anos, é artista visual, poetisa, activista e compositora, tendo entrado na música na década de 1970, no fervilhante ambiente cultural e artístico de Nova Iorque, onde se cruzou com nomes como Jimi Hendrix, Andy Warhol, Allen Ginsberg e Janis Joplin. Embora a sua ambição inicial fosse dedicar-se à escrita, como conta no livro de memórias "Apenas miúdos", Patti Smith acabou por se tornar mais conhecida através da música. Ainda antes de completar trinta anos, lançou "Horses", que é considerado um dos álbuns marcantes do início do movimento punk em Nova Iorque. Além de "Apenas miúdos", premiado livro no qual recorda a relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe, Patti Smith tem editados em Portugal "O mar de coral" (não edições), "Ha! Ha! Houdini" (&etc) e "Witt" (Assírio & Alvim).