Um simples ícone no rótulo, defendem, pode fazer toda a diferença
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Um simples ícone no rótulo, defendem, pode fazer toda a diferença

Comeste um chocolate? Precisas de correr 22 minutos para o “queimar”

E se nos rótulos dos alimentos que compramos viesse a informação sobre quanto exercício físico temos de fazer para queimar as calorias ingeridas? No Reino Unido o debate está aberto

É certo que os rótulos dos alimentos já trazem a informação nutricional do produto. Mas quantas vezes nos questionámos o que significa, na prática, o número atrás do "kcal"? É para tornar esta comunicação mais transparente que, no Reino Unido, se está a debater uma nova forma de fazer rótulos: em vez das calorias, sugere a Royal Society for Public Health (RSPH), devia estar escrito quantos minutos são precisos — a correr e a andar — para abater as calorias correspondentes àquele alimento.

Um simples ícone no rótulo, defendeu a presidente da RSPH num artigo escrito na BBC, pode fazer toda a diferença. Exemplos? Um refrigerante exige 13 minutos de corrida ou 26 de caminhada. Um chocolate, 22 minutos a correr ou 42 a andar. E uma sanduíche — prepare-se! — 42 minutos em passo corrido ou 1h22m em passo mais lento.

Um estudo recente mostrava que um consumidor perde, em média, apenas seis segundos a olhar para a informação nutricional de um alimento antes de o comprar.

No início deste ano, um designer britânico tinha feita uma outra proposta: mostrar o número de calorias no talão do supermercado para que, ao pagar, o consumidor tivesse uma ideia geral das opções feitas.

A ideia debatida agora no Reino Unido, salientam os investigadores, não tem como objectivo criar uma sociedade obcecada com o consumo de calorias, mas antes ter consumidores mais informados e conscientes. Uma preocupação, aliás, que outras pessoas têm manifestado e para a qual têm surgido propostas de resolução — como a aplicação Calorific, a lancheira inteligente Prepd Pack ou da balança de calorias criada por um engenheiro português e uma jornalista americana. A pergunta é: será que a ideia vai agradar às empresas de alimentação?