Sony cria subsidiária para estender a PlayStation aos telemóveis

Jogos vão ser lançados apenas para os utilizadores na Ásia.

A PlayStation 4 aproximou-se no Natal passado dos 36 milhões de unidades vendidas
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A PlayStation 4 aproximou-se no Natal passado dos 36 milhões de unidades vendidas Kai Pfaffenbach/Reuters

Os telemóveis são um terreno que as grandes marcas de consolas têm vindo a apalpar  e agora a Sony deu mais um passo. A multinacional japonesa anunciou uma nova subsidiária, a ForwardWorks Corporation, que se vai dedicar a adaptar para telemóveis e tablets alguns dos jogos e serviços criados para a PlayStation.<_o3a_p>

Sem revelar pormenores, a empresa adiantou nesta quinta-feira, num comunicado, que o plano é usar os jogos e os personagens, bem como “o conhecimento de desenvolvimento de jogos que foi adquirido ao longo dos anos com a PlayStation”, para criar “aplicações de jogos optimizados para dispositivos inteligentes, incluindo smartphones”. Esta nova incursão da Sony no mundo dos telemóveis será, porém, limitada: as aplicações móveis estarão disponíveis apenas para utilizadores na Ásia. Já a ForwardWorks será integralmente detida pela Sony Interactive Entertainment, o braço da multinacional para o sector dos videojogos.<_o3a_p>

Esta não é a primeira vez que a Sony tenta levar os seus jogos aos telemóveis. Há uns anos, lançou, através da sua parceria com a Ericsson, um telemóvel vocacionado para este tipo de entretenimento e que integrava um comando semelhante ao das consolas. Não foi uma abordagem de sucesso. Também adaptou alguns jogos mais antigos ao sistema operativo Android.<_o3a_p>

A estratégia da Sony parece agora não ser muito diferente da seguida pela Nintendo, que há um ano anunciou que iria usar os personagens em jogos para telemóveis, muito embora tenha preferido não adaptar jogos inteiros, numa tentativa de não afastar consumidores dos seus produtos tradicionais. A Nintendo optou por fazer um acordo de licenciamento com uma empresa de jogos para dispositivos móveis, em vez de criar uma unidade de negócios própria.<_o3a_p>

Já este mês, a Nintendo lançou no Japão a sua primeira aplicação móvel, uma espécie de ferramenta de conversação chamada Miitomo, na qual os utilizadores podem ter avatares com o aspecto de desenho animado que caracteriza muito dos produtos da empresa. Foi um sucesso, tendo sido (segundo números da Nintendo) descarregada um milhão de vezes na primeira semana. Para a multinacional, que se tem debatido com problemas nas vendas, é um bom prenúncio para o lançamento de aplicações com personagens mundialmente populares, como é o caso de Super Mario.<_o3a_p>

Há anos que os telemóveis e tablets são usados como plataformas para jogos, especialmente para os chamados jogadores casuais, que procuram títulos de aprendizagem rápida e que possam ser jogados em pouco tempo. Estes dispositivos acabaram também por ser plataformas apelativas para pequenos criadores lançarem jogos que podiam vender (ou explorar de outras formas) através das lojas de aplicações e que estavam longe de serem superproduções com orçamentos milionários, como acontece actualmente com muitos dos títulos para consolas. No entanto, alguns dos grandes estúdios e editores de jogos adaptaram para estes aparelhos os seus títulos de maior sucesso, como é o caso do jogo de futebol Fifa ou do jogo de acção Assassin’s Creed, entre vários outros. Tudo isto tem obrigado os grandes fabricantes de consolas –Nintendo, Sony e Microsoft  a incluir novas mecânicas nas consolas mais recentes, a apostar nos serviços online e a começar a explorar os dispositivos móveis.<_o3a_p>

Para a Sony, contudo, as vendas da PlayStation continuam a correr bem. A empresa comunicou que na época natalícia de 2015 vendeu 5,7 milhões de PlayStation 4, elevando para perto de 36 milhões o número total de unidades vendidas desde o lançamento, em Novembro de 2013, e colocando assim esta consola substancialmente à frente da concorrência. Já a Nintendo Wii U, posta no mercado um ano antes da rival, vendeu até à data cerca de 13 milhões de unidades. A Xbox One, estreada também em 2013, tinha vendido um ano depois perto de dez milhões de unidades. Mas a Microsoft deixou entretanto de comunicar números de vendas<_o3a_p>.