PCP manifesta solidariedade com "as forças progressistas brasileiras"

O Partido Comunista Português emitiu esta sexta-feira um comunicado em que manifesta a sua solidariedade com "as forças progressistas brasileiras", e acusa os "sectores mais retrógrados e anti-democráticos" de propositadamente desestabilizarem a situação.

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Os comunistas descrevem a actual situação com tendo "um cariz golpista". NELSON ALMEIDA/AFP

O PCP apontou a crise do capitalismo como uma das causas da situação no Brasil, condenando a operação de desestabilização e de "cariz golpista" que diz estar a ser promovida, e manifestando solidariedade com "as forças progressistas brasileiras". Numa nota divulgada no site do partido, os comunistas acusam os sectores "mais retrógrados e antidemocráticos" de promoverem uma "intensa operação de desestabilização e de cariz golpista" por forma a alcançar o que não conseguiram nas últimas eleições presidenciais.

"A acção montada contra Lula da Silva insere-se neste processo mais geral de desestabilização", sublinha o PCP, considerando que o que sobressai nos recentes acontecimentos no Brasil não é uma tentativa de combater a corrupção e um sistema político e eleitoral que a favorece, mas antes "uma acção protagonizada pelos sectores mais retrógrados". Sublinham que os recentes desenvolvimentos no país não "podem ser desligados do aprofundamento da crise do capitalismo".

O objectivo, prossegue o PCP, é "a criação das condições para a reversão dos avanços nas condições de vida do povo brasileiro alcançados nos últimos 13 anos". "O PCP é solidário com as forças progressistas brasileiras, com os trabalhadores e o povo brasileiro e a sua luta em defesa dos seus direitos, da democracia, da justiça e progresso social", sublinha o partido.

O antigo Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, está a ser investigado no caso de corrupção na petrolífera estatal Petrobras, tendo sido formalmente acusado de crimes de branqueamento de capitais e falsificação de documentos.