Eutanásia: Passos Coelho defende que "não se deve legislar de ânimo leve"

Líder do PSD em entrevista à SIC.

Pedro Passos Coelho foi eleito presidente do PSD em eleições directas em 26 de Março de 2010
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Pedro Passos Coelho foi eleito presidente do PSD em eleições directas em 26 de Março de 2010 Foto: Daniel Rocha

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu nesta terça-feira que, em matéria de eutanásia, "não se deve legislar de ânimo leve" e disse ter ainda dúvidas sobre se é uma questão que pode ser objecto de um referendo.

"São questões que têm tem de ser muito bem discutidas e sobre as quais não se deve legislar de ânimo leve, não sei se é uma questão que se possa referendar, estou a fazer a minha reflexão também”, afirmou, em entrevista à SIC.

Questionado se é este é um tema em que haverá liberdade de voto dentro do PSD, Passos Coelho admitiu que “muito provavelmente” sim, caso a matéria venha a avançar para um processo legislativo.

“É uma das matérias que se enquadra na liberdade de consciência das pessoas, não significa que dentro do PSD não venha a haver uma discussão ampla, é uma questão que não tem uma resposta inequívoca, na ponta da língua, e sobre a qual não é insensato ter muitas dúvidas”, disse.

O líder do PSD lembrou ainda que os partidos não tinham nos seus programas eleitorais às legislativas de outubro do ano passado qualquer referência à eutanásia.

“Não quer dizer que não se possam reunir para tomar uma decisão”, disse, reiterando que é uma matéria sobre a qual “não se deve legislar de ânimo leve”.

A questão da eutanásia foi colocada na ordem do dia por um manifesto assinado por mais de 100 personalidades que defendem a despenalização da eutanásia e que deu, entretanto, origem a uma petição pública à Assembleia da República que já recolheu mais de 7.000 assinaturas.