Académicos propõem Nobel da Paz para habitantes das ilhas gregas

A petição sublinha a "empatia e o auto-sacrifício" dos gregos de Lesbos, Kos, Chíos, Samos, Rhodes e Leros na ajuda aos refugiados e imigrantes.

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Chegada de refugiados sírios à ilha grega de Lesbos Yannis Behrakis/Reuters

A população das ilhas gregas onde, no ano passado, chegou quase um milhão de refugiados vai ser nomeada para o Prémio Nobel da Paz por um grupo de académicos. A iniciativa tem o apoio do Governo de Atenas.

Segundo o jornal The Guardian, um grupo de académicos das universidades de Oxford, Princeton, Harvard, Cornell e Copenhaga – os nomes dos envolvidos não foram ainda revelados – estão a preparar uma petição ao comité Nobel a nomeação dos habitantes de Lesbos, Kos, Chíos, Samos, Rhodes e Leros.

As nomeações encerram a 1 de Fevereiro e os organizadores da proposta já reuniram com o ministro grego das Migrações, Yiannis Mouzalas, que garantiu o apoio do Governo. Uma petição online conseguiu 280 mil assinaturas  a favor desta iniciativa. Segundo a petição, "nas remotas ilhas gregas, reformados, professores e estudantes estão há meses a oferecer alimentos, abrigo, roupas e conforto aos que arriscam a vida para fugir da guerra e do terror".

Os proponentes pediram ao comité Nobel que tenha em atenção que todas as pessoas que ajudaram os refugiados e migrantes que chegaram às ilhas gregas vivem num país assolado por uma crise económica, mas não hesitaram em agir com "empatia e auto-sacrifício" a esta tragédia, abrindo as suas casas a quem precisava, arriscando a vida para salvar quem estava em dificuldades no mar e ajudando os doentes e feridos.