Critics' Choice Awards distinguem O Caso Spotlight

A história da equipa de jornalistas a braços com um escândalo de pedofilia na Igreja Católica arrecadou o prémio de melhor filme. Mad Max: Estrada de Fúria foi o filme mais premiado e na televisão destaque foi para Mr. Robot.

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A pouco mais de um mês para os Óscares, e a meio desta época de prémios, mais uma reviravolta para baralhar as contas e deixar claro que nada está decidido. O Caso Spotlight, de Tom McCarthy, sobre a equipa de jornalismo de investigação do Boston Globe, foi o grande vencedor dos Critics' Choice Awards ao arrecadar o prémio de melhor filme. Mad Max: Estrada de Fúria, no entanto, foi o mais premiado da noite.

O quarto filme da saga de George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria, era o mais nomeado na edição deste ano dos Critics' Choice Award, com 13 indicações, e acabou por ser o filme a levar mais estatuetas para casa – cinco – mas o prémio principal da noite foi mesmo para O Caso Spotlight.

A história real da equipa de jornalistas do Boston Globe que investigou e desencadeou o escândalo de pedofilia na Igreja Católica, acabando por descobrir décadas de encobrimento nas mais altas instituições de Boston, não só da igreja como até do governo, deixou para trás os seus sete concorrentes directos nos Óscares (O Renascido, A Queda de Wall Street, A Ponte dos Espiões, Brooklyn, Perdido em Marte, Quarto, Mad Max: Estrada da Fúria), além de Carol, Sicario – Infiltrado e Star Wars: O Despertar da Força.

Os Critics' Choice Awards não costumam ser um indicador para os Óscares, que são entregues a 28 de Fevereiro, uma vez que os últimos vencedores não têm saído premiados na cerimónia mais aguardada de Hollywood – lembremos o caso de Boyhood: Momentos de Uma Vida, A Rede Social ou O Segredo de Brokeback Mountain. Mas a sua importância e atenção mediática são inegáveis.

Se os prémios da Academia são decididos por milhares de pessoas que trabalham no cinema, os Critics' Choice Awards são as escolhas de mais de 300 jornalistas, membros da Broadcast Film Critics Association, uma organização que reúne críticos de televisão, de rádio e de meios online. Os prémios são atribuídos desde 1995.

O filme de Tom McCarthy já havia conseguido a unanimidade dos críticos nesta corrida ao conquistar a preferência de 17 círculos, entre os quais Boston, Los Angeles, San Francisco, Las Vegas, Vancouver, St. Louis e Detroit.

Além de melhor filme, O Caso Spotlight venceu também na categoria de melhor argumento original e o seu elenco, que conta com Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams ou Liev Schreiber, foi considerado o melhor. Rachel McAdams recebeu o prémio em nome de todos os actores e fez questão de homenagear o trabalho de todos os jornalistas e editores retratados no filme. “São eles os verdadeiros heróis de O Caso Spotlight”, disse a actiz.

Entre os outros vencedores, estão muitos nomes esperados. Leonardo DiCaprio recebeu o prémio de melhor actor pelo seu trabalho em O Renascido e Brie Larson (Quarto) foi distinguida na categoria feminina. George Miller, que voltou a Mad Max 30 anos depois do último filme da trilogia, arrecadou o prémio de melhor realizador – Mad Max: Estrada de Fúria foi ainda considerado o melhor filme de acção, Charlize Theron e Tom Hardy os melhores actores num filme de acção, além de mais cinco prémios técnicos (montagem, efeitos visuais, etc).

Amy, sobre Amy Winehouse, de Asif Kapadia, foi distinguido como o melhor documentário e o Filho de Saul, produção húngara, venceu o prémio o melhor filme estrangeiro. Divertida-mente é o melhor filme de animação e A Queda de Wall Street tem o melhor argumento adaptado.

Sylvester Stallone levou para casa o prémio de melhor actor secundário por Creed e Alicia Vikander (A Rapariga Dinamarquesa) o galardão de melhor actriz secundária. O pequeno Jacob Tremblay, de 9 anos, foi distinguido com o prémio revelação pelo seu papel em Quarto.

Na categoria de televisão, Mr. Robot foi o grande vencedor da noite. A série de Sam Esmail, sobre Elliot Alderson (Rami Malek), o engenheiro de segurança informática com uma vida dupla, trabalhando de dia numa grande empresa de segurança cibernética em Nova Iorque quando à noite se transforma num hacker implacável com sede de justiça e ansioso por derrubar o sistema financeiro, arrecadou três prémios. Malek foi considerado o melhor actor numa série dramática, Christian Slater, o melhor actor secundário e Mr. Robot, a melhor série dramática.

Na comédia, Master of None venceu o prémio de melhor série, Jeffrey Tambor (Transparent) foi distinguido como o melhor actor e Rachel Bloom (Crazy Ex-Girlfriend), a melhor actriz.

A lista completa dos vencedores pode ser consultada aqui.

Agora, seguem-se os prémios das guildas, que costumam estar mais próximos da realidade dos Óscares, uma vez que são entregues por aqueles que trabalham na indústria e que por isso são também votantes da Academia.

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