Quatro artistas portugueses irão participar na Bienal de Artes de São Paulo

Carla Filipe, Gabriel Abrantes, Lourdes Castro e Priscila Fernandes foram os escolhidos pela curadoria de Jochen Volz.

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Gabriel Abrantes é um dos convidados Miguel Manso

Carla Filipe, Gabriel Abrantes, Lourdes Castro e Priscila Fernandes são os artistas portugueses convidados a participar na próxima Bienal de Artes de São Paulo, que se realiza de 10 de Setembro a 11 de Dezembro de 2016, no Parque de Ibirapuera, em São Paulo, no Brasil foi esta terça-feira divulgado em comunicado pela Direcção-Geral das Artes.

“O convite a estes artistas, por parte da equipa curatorial da Bienal de São Paulo, resultou de um trabalho em parceria desenvolvido entre a Direcção-Geral das Artes e os curadores Jochen Volz [historiador de Arte alemão e curador do Instituto Inhotim, desde 2004] e [o dinamarquês] Lars Bang Larsen, que em Julho deste ano, visitaram ateliers, exposições e galerias portuguesas” explicam no mesmo comunicado. Esta edição tem ainda como co-curadores Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil) e Sofía Olascoaga (México).

A 32ª Bienal de Artes de São Paulo terá como tema “Incerteza Viva” e proporá reflexões sobre problemas actuais como a extinção de espécies e aquecimento global, ecologia e condições de vida. Segundo o site UOL, a Bienal terá este ano um orçamento de 29 milhões de reais (cerca de sete milhões de euros), um pouco mais do que o da edição anterior.

Numa conferência de imprensa que se realizou esta terça-feira foram revelados os nomes de 54 artistas e colectivos de 30 países entre os quais estão os portugueses e como revela o Estado de São Paulo, o francês Pierre Huygue, presente na última Documenta 13 de Kassel, os brasileiros Gilvan Samico, Bené Fonteles, Erika Verzutti, Lais Myrrha e Öyvind Fahlström (que viveu na Suécia) e a sul-africana Helen Sebidi estão entre os convidados.

Só em 2016 é que serão divulgados os nomes de todos os participantes - a Bienal terá expostas obras de um total de 90 artistas.  

Na edição anterior só um português, Bruno Pacheco, estava entre os convidados. Essa foi a primeira edição da Bienal a sair do Brasil, estando patente uma selecção de trabalhos em Serralves, no Porto, até 17 de Janeiro.