Henrique Neto culpa troika e deputados de incapacidade para combater pobreza

O candidato presidencial fala de um “desfasamento das políticas com a realidade social” relacionado com austeridade imposta por Bruxelas e insubordinação dos deputados ao eleitorado.

Foto
Rui Gaudêncio

Henrique Neto defende que “a luta contra a pobreza devia constar do programa de qualquer governo ou nas prioridades de qualquer Presidente da República” mas na realidade, desde que a troika interveio em Portugal, “o combate à pobreza deixou de ser um argumento da política”.

O candidato presidencial visitou neste sábado a sede da Rede Europeia Anti-Pobreza, na cidade do Porto, uma organização de âmbito europeu sem fins lucrativos. O empresário de 79 anos deixou muitas críticas às “políticas apenas sustentadas em medidas de austeridade e sem preocupações sociais” e argumentou que Bruxelas não deve considerar a pobreza como um problema nacional: “Numa economia globalizada é evidente que isso não é verdade”, até porque a Europa “já contabiliza 123 milhões de pobres”.

Henrique Neto deixou também uma análise negativa ao actual sistema político português, ao afirmar existir um “desfasamento das políticas com a realidade social”. O antigo deputado socialista diz que “os eleitos não são uma emanação da sociedade, mas sim da escolha feita pelos directórios partidários”. Visto que “as pessoas votam em listas fechadas, não conhecem a maior parte dos nomes propostos”.

Portanto, “os deputados sabem que não dependem do eleitorado e não pugnam pela satisfação das necessidades das pessoas”, conclui o candidato a Presidente da República. Notícia editada por Leonete Botelho.

Sugerir correcção