BE quer mais deputados em todo o país. E a PaF? “Passos, agora foste”

Para a eurodeputada Marisa Matias, o resultado das eleições legislativas em Portugal é “muito importante” para a Europa, porque vai determinar se o próximo governo vai ou não seguir a austeridade.

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No domingo o Bloco de Esquerda está confiante que “vai aumentar a sua votação em todos os distritos”, naqueles onde tem deputados e também onde os perdeu nas eleições legislativas de 2011, como Coimbra, Braga, Santarém e Leiria. Foi com esta mensagem de confiança que a porta-voz Catarina Martins terminou nesta quinta-feira o comício em Braga, no penúltimo dia de campanha.

Entre outros temas que abordou, a porta-voz referiu-se a todos os que tiveram de emigrar e apelou a toda a gente para que, em nome dessas pessoas que foram “expulsas” do país, vão votar. Para Catarina Martins, o Bloco está a “crescer” e pode “fazer a diferença” nestas eleições: “É possível fazer muito diferente”, disse.

O humor chegou pela voz da eurodeputada Marisa Matias. Voltou a referir-se, como já outras vezes vários bloquistas o fizeram em comícios, ao facto de o presidente do PS, Carlos César, ter dito que votar no Bloco era dar um voto à direita. Para Marisa Matias, o socialista enganou-se numa letra: votar no Bloco “não é votar na direita; é votar direito”. Mais à frente no discurso, a bloquista voltou a brincar com as palavras, apelando ao voto para derrotar a coligação Portugal à Frente (Paf) e para que a sigla passe a significar “Passos, agora Foste”.

A eurodeputada não tem dúvidas: para a Europa o resultado das eleições legislativas em Portugal é “muito importante”, porque vai determinar se o próximo governo vai ou não seguir as políticas de austeridade.

Como “tudo indica que não vai haver maioria absoluta”, continuou Marisa Matias, o que poderá acontecer depois do sufrágio vai ser “interessante e exigente” – a direita “não vai conseguir formar governo”, isto se as palavras do líder socialista António Costa “ainda tiverem “algum valor”.

Por isso, alertou: a questão “central” para a formação do governo é o programa. E, neste sentido, “cada voto no BE conta e em todo o país”, porque é cada desses votos que “vai dar peso” às palavras salário, pensão, hospital, escola. É “o voto de domingo que vai definir o peso de cada palavra” e “o que se quer de governo para este país”.

O voto é “importante para definir o grupo parlamentar e “o perfil do novo governo” em Portugal. E também para que o 5 de Outubro, dia da Implantação da República, possa voltar a ser celebrado, acrescentou Marisa Matias, numa alusão ao facto de a data ter deixado de ser feriado, com este Governo, e de nesta quinta-feira se ter sabido que o Presidente da República não iria participar nas comemorações.

Também o cabeça de lista por Braga Pedro Soares, que não foi reeleito em 2011, defendeu que é o voto no BE que pode dar “uma nova maioria” ao Parlamento e um “novo governo para o país”.

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