Inquérito diário: Coligação na frente com 6,3 pontos de avanço sobre PS

Inquérito diário da Intercampus para o PÚBLICO, TVI e TSF dá a António Costa uma vantagem de quatro décimas em Lisboa.

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A coligação Portugal à Frente (PaF) — PSD e CDS-PP — obtém uma vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre o PS no inquérito diário da Intercampus para o PÚBLICO, TVI e TSF, numa projecção com distribuição de indecisos. O trabalho de campo deste estudo decorreu entre 26 e 29 de Setembro e foram realizadas 1008 entrevistas.

Na projecção, a PaF de Passos Coelho e Paulo Portas consegue 38,4% face aos 32,1% dos socialistas de António Costa. Assim, a diferença entre as duas principais forças políticas concorrentes às eleições de 4 de Outubro é de 6,3 pontos, menos nove décimas que no inquérito da véspera.

A Coligação Democrática Unitária (CDU), que integra o PCP e Os Verdes, tem uma subida de duas décimas, passando para 8,4%. Em contrapartida, o Bloco de Esquerda mantém os 7,9%. Assim, a diferença entre a CDU e os bloquistas passou de três décimas para meio ponto.

Veja a evolução desta tracking poll

Ligeiras são as alterações nas preferências por outros partidos e nos votos brancos e nulos face aos resultados da véspera. Deste modo, 3,9% admitem votar noutros partidos, menos uma décima que no inquérito anterior, enquanto descem em duas décimas os votos brancos e nulos, para 9,2%.

Sem a distribuição de indecisos, a projecção da Intercampus atribui 21,1% aos que afirmam não saber em quem vão votar ou se recusam a responder. Um valor que se situa na média da série destes estudos, cuja divulgação concluímos nesta quarta-feira.

Por faixa etária, a coligação lidera nas faixas dos 18 aos 34 e dos 35 aos 54 anos, enquanto os socialistas de Costa lideram nos inquiridos com 55 ou mais anos. Por regiões, a PaF está à frente no Norte, Centro e Algarve. Já o PS continua a liderar no Alentejo e, nestes resultados, está primeiro em Lisboa, embora com uma vantagem de quatro décimas.

Quanto às forças políticas sem representação parlamentar, o Partido Democrático Republicano de Marinho e Pinto está à frente, com 0,8%, seguido a uma décima do PNR (Partido Nacional Renovador), e do Pessoas, Animais, Natureza (PAN), que obtém 0,6%. Ao Livre/Tempo de Avançar é atribuído 0,3%.

Ficha técnica
Sondagem realizada pela Intercampus para TVI, PÚBLICO e TSF com o objectivo de conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional incluindo a intenção de voto para as próximas eleições legislativas de 2015. O universo é constituído pela população portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal continental. A amostra é constituída por 1025 entrevistas, recolhidas através de entrevista telefónica, através do sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing). Os lares foram seleccionados aleatoriamente a partir de uma matriz de estratificação que compreende a Região (NUTS II). Os respondentes foram seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo e Idade (3 grupos). Os trabalhos de campo decorreram entre 23 e 26 de Setembro de 2015. O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 3,1%. A taxa de resposta obtida neste estudo foi de: 58,1%.

O que é uma tracking poll
Uma tracking poll é um inquérito diário, que, mais do que os números do dia, indica a evolução das tendências de subida e descida das intenções de voto nos partidos. Trata-se de um exercício com longa tradição nos Estados Unidos e que ganha especial relevância num cenário de grande imprevisibilidade de resultados.

“As sondagens são retratos do momento”, explica António Salvador, director-geral da empresa de estudos de mercado Intercampus. A tracking poll, por seu turno, é uma fotografia em movimento do impacto da campanha nos eleitores, uma “observação diária das percepções dos portugueses” a partir do estudo de uma amostra em permanente renovação.

No primeiro dia, 21 de Setembro, a Intercampus apresentou os resultados de 750 entrevistas telefónicas. No dia seguinte, foram realizadas mais 250 entrevistas que se somam às anteriores, perfazendo um total de 1000. Posteriormente, todos os dias são somadas outras 250 novas entrevistas e retiradas as 250 menos recentes, mantendo o total de cerca de 1000. O objectivo é renovar a amostra e evitar uma acumulação de respostas que iria diluir as variações diárias das intenções de voto.

A amostra, seleccionada aleatoriamente, é rigorosamente representativa da população de Portugal Continental em termos de género e de idade.

Nesta quinta-feira, 1 de Outubro, o PÚBLICO e a Intercampus vão divulgar uma última grande sondagem antes das legislativas de 4 de Outubro, com 1000 inquiridos a simular o voto em urna.