Passos Coelho pede uma maioria “boa e grande”

Coligação PSD/CDS bem recebida em Vizela e Guimarães.

Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria

O dia da campanha do Portugal à Frente começou com uma calorosa recepção em Vizela e Guimarães que deu a oportunidade a Passos Coelho para deixar uma mensagem de fôlego da caravana, mas também um apelo à maioria. Desta vez com dois qualificativos “grande e boa”. Já Paulo Portas voltou a pedir “estabilidade” ao povo.

Num púlpito improvisado no centro da cidade património mundial e depois de ter feito um pequeno percurso a pé, o líder da coligação falou de como a “campanha vai em crescendo” e com uma mobilização “muito grande”. O discurso virou-se para as perspectivas de futuro em que Passos quer centrar-se nas “oportunidades para todos”. E dirigiu-se aos desempregados, apelando a que agora “não se deite tudo a perder”.

Durante o percurso, um homem tentou aproximar-se e gritou “gatuno”, mas foi afastado pelos apoiantes. Foi um incidente isolado que nem chegou a perturbar o cortejo. Deitaram-se confettis das varandas e foi-se sempre ouvindo os gritos de “vitória, vitória”. Mas Passos Coelho refreou os ânimos: “As sondagens não votam”. “Daqui até às eleições andamos com a alma cheia com o apoio que sentimos no país, mas não andamos com o rei na barriga”, advertiu. Mais uma vez veio a palavra maioria, mas desta vez com outros qualificativos. A coligação está a trabalhar para que o dia 4 de Outubro possa trazer “uma grande vitória e uma boa e grande maioria para Portugal”.

Em Vizela, onde arrancou o dia de campanha, a caravana escolheu um centro comercial ao ar livre para a primeira acção da manhã. Passos Coelho esteve numa esplanada com os candidatos pelo distrito de Braga, liderados Jorge Moreira da Silva e Telmo Correia. A conversa andou pela forma como está a decorrer a campanha no distrito. Os candidatos deram boas notícias. Mas é certo que o ainda deputado e líder da distrital do CDS de Braga, Altino Bessa, não está a fazer campanha, depois de uma forte contestação à escolha da lista dos candidatos do CDS pelo distrito.

Enquanto a conversa decorria, algumas pessoas tentaram tirar fotografias com Passos Coelho, mas não conseguiram. Mas a estrutura local do PSD conseguiu oferecer um pão de ló para a mulher de Passos Coelho como sinal de que se lembram dela “nesta altura difícil”. Sem qualquer referência à doença de Laura Ferreira, desejaram-lhe “boa saúde”. Passos Coelho fez uma breve pausa e quase ficou sem palavras mas agradeceu o gesto.

Ao almoço-comício em Guimarães, o discurso de Passos Coelho voltou-se para os compromissos dos próximos anos: devolver os cortes nos salários aos funcionários públicos e a eliminação progressiva da sobretaxa. O líder da coligação PSD/CDS compromete-se com uma recuperação ainda maior da economia em que “cada vez mais portugueses possam a ter ao emprego e ao emprego qualificado.”

O combate às desigualdades voltou a ser referido, mas desta vez com uma alusão directa à educação e à meta de baixar para os 10% de abandono escolar em 2020. Paulo Portas – que tal como Passos Coelho já tem a voz em baixo – dirigiu-se mesmo ao “eleitorado do centro” para fazer uma pergunta: “Estará Portugal no momento de correr riscos e aventuras?”. O líder do CDS pediu com “humildade” ao povo “estabilidade para poder aproveitar os próximos quatro anos para moderar a carga fiscal”. Sem falar na maioria. Essa ideia já tinha sido usada momentos antes pelo número três do CDS na lista de Braga e presidente do Conselho Nacional, Telmo Correia. “No dia 4 de Outubro que a maioria seja maioria e a minoria continue a ser minoria. Falta-nos vencer a abstenção”, afirmou o ainda deputado centrista. 

 Passos diz que “muitos eleitores não se reconciliaram” com PSD/CDS

Pedro Passos Coelho: O homem que uniu a direita