Lisboa vai ter atlas social com realidade do concelho em 2016

Estudo vai ser feito pela Universidade de Lisboa e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

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A Câmara de Lisboa vai coordenar um estudo sobre a realidade do concelho em questões como natalidade, envelhecimento e pobreza, do qual resultará um atlas social a apresentar em 2016, anunciou nesta terça-feira o vereador dos Direitos Sociais.

“Este atlas tem um objectivo bastante simples, que é conhecer a realidade social da cidade de Lisboa e ter aqui um instrumento para a ajudar a tomar decisões e definir programas e acções”, disse à agência Lusa o vereador João Afonso.

O autarca falava após a assinatura do protocolo de cooperação para desenvolver esta investigação sobre a população da cidade com a Universidade de Lisboa, que vai colaborar no estudo através do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, e com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

João Afonso explicou que a instituição brasileira foi escolhida por ter feito “um trabalho idêntico para São Paulo” e ter “experiência científica” na concretização de atlas sociais.

Denominado Atlas Social de Lisboa, o estudo – que estará concluído dentro de seis meses – vai analisar “indicadores nunca estudados na cidade”, como o índice de vulnerabilidade social, as condições de habitabilidade e o acesso a equipamentos e serviços, segundo o responsável.

Da análise, que será feita em colaboração com o pelouro da Habitação (da vereadora Paula Marques), resultará também dados sobre a natalidade, envelhecimento, combate à pobreza, promoção da saúde e qualidade de vida e sobre a rede de equipamentos sociais.

A unidade espacial considerada será o quarteirão, permitindo chegar a resultados detalhados e também no âmbito das 24 freguesias.

João Afonso especificou que “a base de trabalho” serão os Censos de 2011, dados que serão depois cruzados com o de outras instituições, como a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (para as questões da saúde).

Segundo o autarca dos Cidadãos por Lisboa eleito nas listas socialistas, o investimento feito pelo município “não é muito significativo”, já que apenas serão alocados funcionários e equipamentos da Câmara.

Caberá às universidades “acompanhar todo o processo”, adiantou.

O Atlas Social de Lisboa servirá ainda de apoio à elaboração do novo Diagnóstico Social da Cidade, que está em desenvolvimento e deverá estar pronto em Fevereiro.