Era uma vez no Oeste

Um western desconstruído, revisionista, psicadélico e surreal

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A história por trás de A Caminho do Oeste não é assim tão diferente da de dezenas de outros westerns. Era uma vez um homem que partiu para o Oeste selvagem em busca de uma vida melhor, para começar de novo junto da mulher que ama, e chega lá para descobrir que nada é como esperava. É o modo como a história é contada que interessa; o britânico John Maclean, em tempo de estreia, opta por um desconstrucionismo revisionista entre o pagão e o místico, o psicadélico e o surreal, que ora remete para a reinvenção do género no Outback australiano feita por Nick Cave e John Hillcoat em Escolha Mortal (2005), ora para as distorções pós-1960 de Peckinpah, da Nova Hollywood ou do western spaghetti. Fotografado por Robbie Ryan como um sonho acordado onde nunca se percebe bem o que é real e o que é mítico, A Caminho do Oeste é um objecto singular, intrigante, que assume sem problemas o seu lado aventureiro e sensorial. 

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