Grupo Violas sobe para 2,52% participação no BPI

Operação acontece depois de o CaixaBank ter anunciado a intenção de comprar o banco.

BPI diz que o Estado obteve um ganho de 102 milhões de euros com a operação
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BPI diz que o Estado obteve um ganho de 102 milhões de euros com a operação Shamila Mussa/Arquivo

A Violas Ferreira Financial, um accionista histórico do BPI, reforçou a sua posição no banco, passando de 1,96% para 2,52%, no seguimento de quatro operações de compra de acções.

O reforço no BPI conduzido por Edgar Ferreira, através da Violas Ferreira Financial, foi feito abaixo do preço da OPA apresentada pelos catalães do CaixaBank. Entre terça e sexta-feira da semana passada, a Violas Ferreira Financial, detida por Edgar Ferreira e pela sua mulher,  Otília Violas (filha de Manuel Violas e irmã de Manuel Soares de Oliveira Violas, este ligado à Solverde Casinos e hotéis e da Unicer, onde está associado ao BPI) aplicou um total de 10,78 milhões de euros, subindo a posição no BPI de 1,95% para 2,5%.

As compras tiveram início logo na terça-feira, dia 17, quando foi anunciada a OPA do Caixabank com o intuito de dominar o BPI. O maior investimento foi feito logo no dia da Opa, através da aplicação de 5,4 milhões, numa altura em que as acções estavam a 1,311 euros. Este é um valor inferior ao apresentado pelos catalães, que avançam com uma proposta de 1,329 euros por cada título da instituição financeira liderada por Fernando Ulrich. Depois, entre quarta e sexta-feira, as novas aquisições foram sempre feitas abaixo deste valor: 1,32, 1,321 e 1,319 euros, respectivamente.

A família Violas foi um dos accionistas fundadores, através de Manuel Violas. Entretanto, os seus descendentes acabaram por dividir os negócios, ficando Edgar Ferreira e Otília Violas com a posição no BPI.

No ano passado a Violas Ferreira Financial, que está englobada na HVF SGPS, tinha deixado de deter uma participação qualificada, passando a ficar com menos de 2%, ao não acompanhar um aumento de capital do banco.