Aplicação da Uber chega ao Porto com serviço low-cost

Serviço "mais barato do que um táxi" vai também estar disponível em Lisboa a partir desta terça-feira, juntando-se ao serviço prestado com carros de gama alta.

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A Uber apresenta-se como uma alternativa aos táxis Reuters

Em comunicado, a empresa explica que o serviço uberX, que funciona com carros utilitários e “mais baratos do que um táxi”, estará também disponível em Lisboa, juntando-se ao UberBlack, no qual são utilizados veículos de gama alta.

"Quer seja para fazer compras em Santa Catarina, dar um passeio nos Aliados ou juntar-se aos seus amigos na Foz, o uberX permite fazer as suas viagens dentro da cidade de forma segura, fiável e económica", refere a Uber em comunicado.

O serviço permite ao cliente pedir um carro através de uma aplicação para smartphones. A localização do telemóvel do cliente é detectada por GPS e é-lhe indicado o motorista mais próximo, que é contactado pela central da Uber. O custo da viagem, que tem um mínimo de oito euros, é debitado através do cartão de crédito, previamente registado na aplicação. Segundo a empresa, “todos os motoristas e veículos que operam na plataforma respeitam todas as normas de segurança”.

O lançamento ocorre um dia depois de ter sido anunciada uma parceria com a TAP no aeroporto de Lisboa. Segundo a TAP, o objectivo do acordo é “facilitar os trajectos entre o aeroporto de Lisboa e a cidade”. Os clientes da transportadora aérea que queiram deslocar-se da cidade para o aeroporto, ou fazer o percurso inverso, apenas terão de aceder à aplicação, fazer o pedido, e serão “comodamente conduzidos” nos carros disponibilizados pela Uber. Até 15 de Janeiro, os clientes com bilhete com origem ou destino em Lisboa têm desconto de 25 euros.

A TAP não explica os pormenores desta parceria. Diz apenas que está preocupada com “a melhoria da experiência” do cliente e que tem “apostado no recurso a aplicações digitais, que possam representar uma mais valia para os seus clientes.”

Tanto a Federação Portuguesa do Táxi como a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral) condenam este acordo, questionando a segurança e a legalidade do serviço prestado pela Uber. As duas organizações estiveram reunidas na segunda-feira à tarde para discutir eventuais medidas a tomar. “Podemos deixar de ir ao aeroporto buscar passageiros”, admite o presidente da Antral, Florêncio de Almeida.

O presidente da federação, Carlos Ramos, condena a parceria da transportadora aérea pública com uma empresa que “não garante segurança nem protecção dos seus clientes”. Em resposta, a Uber afirma que os condutores integrados na rede têm “as devidas licenças” para transportar passageiros e são “rigorosamente escrutinados, o que inclui uma investigação de antecedentes criminais”.