Bolsa brasileira cai com a vitória de Dilma Rousseff

Aécio, com as suas propostas de reforma, era o preferido dos mercados. Petrobras desvalorizou 14%.

Apoiante de Dilma comemora na baixa de São Paulo
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Apoiante de Dilma comemora na baixa de São Paulo Nacho Doce/REUTERS

Os mercados financeiros, que preferiam a vitória de Aécio Neves, castigaram fortemente o Brasil após a vitória de Dilma Rousseff: o índice de referência Ibovespa, da Bolsa de São Paulo, começou o dia com uma queda de 6%, para mais tarde recuperar um pouco, seguindo a desvalorizar 4,66%.

Mas as acções da Petrobras, a empresa petrolífera nacional, cujo nome está envolvido num esquema de lavagem de dinheiro e evasão de capitais, sofreram uma desvalorização ainda mais espectacular, de 14%.

O valor do dólar em relação ao real – outra forma de avaliar a confiança dos mercados na evolução económica do Brasil – disparou mais de 4%, chegando ao máximo de 2008.

O programa de Aécio Neves, que prometia menos intervencionismo estatal, independência do banco central, rigor orçamental e reformas na burocracia e no código fiscal brasileiro, era o preferido dos mercados, por isso reagem tão negativamente à reeleição de Dilma Rousseff. E vão continuar vão continuar nervosos até que a Presidente explique o vai fazer para contrariar a falta de crescimento económico e a subida da inflação (6,7% ao ano), disse ao jornal espanhol El País Alex Agostini, analista da Austin Corretora.

Um dado importante será saber quem Dilma escolherá para ministro das Finanças. No seu discurso de vitória, Rousseff assegurou que vai promover “com urgência acções para relançar o crescimento”, e que vai “continuar a combater com rigor a inflação”, mas não adiantou pormenores.

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