Walt Disney disponível para salvar a Disneyland Paris

Operação implica a injecção de 420 milhões de euros e a conversão de dívidas em capital.

A Disnyland Paris tem registado uma forte diminuição de visitantes
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A Disnyland Paris tem registado uma forte diminuição de visitantes NUNO FEREIRA SANTOS

A Euro Disney, a empresa que gere a Disneyland Paris, vai ser recapitalizada no montante de mil milhões de euros, com o apoio da casa-mãe americana, a The Walt Disney Company, avançou esta segunda-feira o Financial Times.

Nos termos do plano, a norte-americana Walt Disney, dona de 40% da Euro Disney, propõe um aumento de capital de 420 milhões de euro, que subscreverá se outros accionistas não acorrerem à operação. A empresa norte-americana está ainda disponível para converter em capital os cerca de 600 milhões de euros de dívida de detém na empresa europeia.

A solução encontrada pode levar a Walt Disney a controlar a totalidade do capital da empresa, criada em 1992 e que sempre teve graves dificuldades financeiras apesar de ser a principal atração turística na Europa. “Este não é o objectivo, mas é claro que se nenhum dos outros accionistas participar no aumento de capital, a Walt Disney aumentará a sua participação”, afirmou Mark Stead, director da Walt Disney, citado  pelo Financial Times.

A primeira reacção dos accionistas foi muito negativa, a avaliar pela pressão vendedora, que atirou as acções para uma desvalorização de 20%. Para além dos 40% controlados pela Walt Disney, o príncipe saudita Alwaleed bin Talal detém 10% e o restante capital está disperso em bolsa. A concretizar-se o domínio de capital da The Walt Disney Company a Euro Disney pode ser retirada de bolsa.

O anúncio de recapitalização da Euro Disney surge na sequência dos graves problemas financeiros acumulados praticamente desde a sua criação, mas que se agravaram nos últimos cinco anos, por força da crise económica e financeira, e que estão na base de uma forte redução dos visitantes.

O plano de recapitalização é fundamental para equilibrar as contas e para fazer investimentos que possam reverter a tendência de queda acentuada de visitantes ao resort turístico, que fica a 20 quilómetros de Paris.