Primeiro caso de contágio pelo vírus do ébola fora de África confirmado em Madrid

Uma assistente de enfermagem foi contagiada, em Madrid, por um missionário que morreu com ébola em Espanha no mês passado.

O missionário que contagio a assistente de enfermagem a ser repatriado para Espanha em Setembro
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O missionário que contagiou a assistente de enfermagem a ser repatriado para Espanha em Setembro REUTERS

O diário espanhol El País acaba de confirmar, esta segunda-feira à tarde, que os dois testes realizados numa mulher com sintomas de doença de infecção pelo vírus do ébola deram positivo para a presença do vírus. Trata-se do primeiro caso confirmado até agora em que a doença foi contraída fora de África – neste caso, na capital de Espanha.

A mulher, que deu entrada no hospital esta segunda-feira de manhã com febre muito alta, fazia parte da equipa que tratou um missionário e médico espanhol que contraiu a doença na Serra Leoa e morreu de ébola a 26 de Setembro passado, no Hospital Carlos III em Madrid. Este foi o segundo missionário espanhol a ter contraído a doença em África e ter sido tratado em Espanha. A mulher, uma assistente de enfermagem, tinha ido de férias após a morte desse missionário. O primeiro missionário foi infectado na Libéria e morreu a 12 de Agosto.

Até aqui, todos os casos que se conhecem fora de África eram pessoas que tinham sido infectadas nos países de África onde a doença tem alastrado. Por enquanto, ainda não se sabe se o doente liberiano hospitalizado em Dallas, no Texas, na semana passada, terá ou não contagiado alguém depois de ter chegado doente aos EUA – e de ter-lhe sido negada, numa primeira fase, a admissão num hospital.

Esta sexta-feira, em conferência de imprensa, os Centros para o Controlo e a Prevenção das Doenças (CDC) norte-americanos anunciaram que estavam a acompanhar de perto dez pessoas que estiveram em contacto próximo com aquele doente liberiano – e mais 38 pessoas que poderão ter estado em contacto com ele.  

Ainda segundo os CDC, desde que a epidemia de ébola se declarou na África Ocidental, no passado mês de Março, a doença já matou mais de 3400 pessoas. E está agora a espalhar-se mais depressa, tendo infectado um total de 7.500 pessoas.