Costa defende “ponto de equilíbrio” para alternativa à esquerda

Presidente da Câmara de Lisboa discursou no I Congresso do Livre.

Fotogaleria
Miguel Manso
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria
Fotogaleria

António Costa, vencedor das recentes primárias do PS, felicitou este domingo o Partido Livre, no seu I Congresso, em Sintra, e desejou um "ponto de equilíbrio" para a alternativa de governação à esquerda, cada um com seu eleitorado.

"O que temos de fazer não é guerrear entre nós, é cada um dirigir-se ao eleitorado e aos cidadãos que pode mobilizar, aumentar a participação porque é a participação que dá vitalidade e a vitalidade que dá movimento. Esse movimento permitirá construir a alternativa”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, perante cerca de 200 membros e apoiantes do “partido da papoila”.

Segundo Costa, “há várias formas de governar que não passam, necessariamente e só, pela coligação”, e há que “encontrar essa pluralidade de parceiros para que o diálogo parlamentar não seja de sentido único”, pois “ter maioria absoluta não significa auto-suficiência”.

"A direita facilmente se junta, a esquerda facilmente se divide. Aquilo que temos de encontrar é o ponto de equilíbrio em que, respeitando as diferenças que existem entre nós, que vêm muito de trás e seguirão muito para diante, encontrar a capacidade de fazer algo em comum”, continuou.

O candidato do PS a primeiro-ministro afirmou que, “hoje, a oposição ao Governo (da maioria PSD/CDS-PP) e a vontade de construir uma alternativa não existe só nos partidos à esquerda do PS nem no PS, existe muito para lá destas fronteiras e é esse grande bloco que é necessário mobilizar para afirmar uma alternativa clara, sólida, que garanta a mudança política já nas próximas eleições legislativas”.

"Até agora, a esquerda tem procurado dividir-se em vez de se somar e acho que o desafio que temos pela frente é conseguirmos ter uma nova relação que os tempos de hoje exigem de forma a acrescentar espaço político e capacidade de acção, que significa capacidade de governação”, desejou.

António Costa reiterou a necessidade de Portugal ter uma voz mais activa nos centros de decisão europeus e alterar as políticas vigentes.

"Como em todos os combates, não há um combate antecipadamente ganho. Todos implicam coragem, sem poder prometer resultados. Sabendo que podemos não ganhar a batalha na freguesia, no município, no país e até na Europa, agora não é saindo de campo que podemos ganhar a batalha. Sem mudar a Europa, dificilmente conseguiremos mudar aquilo que acontece no país, no município e na freguesia”, disse.

O vencedor das primárias do último domingo no PS apontou ainda três pontos que lhe agradaram no Partido Livre: primeiro, que tenha escolhido este dia 5 de Outubro para realizar o seu congresso, desejando ter-se tratado do “último 5 de Outubro que não é feriado"; segundo, a iniciativa de “convidarem outros partidos e organizações à esquerda para se fazerem ouvir” e ouvirmo-nos uns aos outros; terceiro, “eminentemente pessoal”, o símbolo, pois há um hino que sempre o acompanhou e que “canta as papoilas saltitantes”, referindo-se ao Benfica.
 

Sugerir correcção