Mohave desiste de procurar petróleo e gás em Portugal

Empresa texana não tinha financiamento para continuar as operações.

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Em 2012, tinha sido anunciado um investimento de 230 milhões JEFF PACHOUD/AFP

Um comunicado emitido nesta terça-feira pela Porto Energy Corp, também com sede no Texas e dona da Mohave, especifica que os administradores das duas empresas se vão demitir nesta sexta-feira e que será dado início ao processo de saída da Porto Energy da bolsa canadiana TSX Venture Exchange.

“A empresa foi incapaz de atrair interesses de investimento nas concessões em Portugal. A empresa acredita que isto se deve sobretudo à falta de produção de petróleo ou gás em Portugal”, refere o comunicado. A Porto Energy acrescenta que teve recentemente contacto com dois potenciais investidores, que não são identificados, um dos quais estaria interessado em comprar parte da Mohave e o outro em operar em algumas concessões. A empresa, porém, não conseguiu levar as negociações a bom porto.

Ainda em 2012, o então ministro da Economia Álvaro Santos Pereira tinha anunciado que a Mohave, numa parceria com a Galp, faria um investimento de 230 milhões de euros ao longo de cinco anos. Na altura, a empresa previa extrair oito mil barris de petróleo por dia numa concessão na região de Aljubarrota. Em Junho de 2013, a Galp exerceu o direito de opção para se tornar o operador desta concessão, designada Aljubarrota-3, o que significa que esta empresa passou a determinar a estratégia de exploração, embora a concessão fosse detida em partes iguais pelas duas companhias.

O presidente da câmara de Alcobaça, concelho onde a Mohave estava a explorar o subsolo, afirmou à agência Lusa que, existindo recursos, haverá empresas interessadas em explorá-los. "Havendo recursos eles não vão desaparecer e outras empresas que se interessem pela sua exploração poderão aparecer", disse Paulo Inácio.

A Mohave tem participações em sete concessões na denominada Bacia Lusitana no Oeste - Zambujal, Cabo Mondego-2, São Pedro de Moel-2, Aljubarrota-3, Rio Maior-2, Peniche e Torres Vedras -, cobrindo uma área bruta de 6475 quilómetros quadrados.

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