As principais etapas da peregrinação

Betânia, Jordânia
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Betânia, Jordânia PATRICK BAZ/AFP
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Igreja da Natividade, Palestina Ammar Awad/Reuters
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Campo de refugiados palestininanos de Dheisheh, Palestina Ammar Awad/Reuters
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Basílica do Santo Sepulcro, Jerusalém GALI TIBBON/AFP
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Mesquita de Al-Aqsa, Jerusalém AHMAD GHARABL/AFP
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Memorial Yad Vashem, Jerusalém Jason Reed/Reuters
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Monte das Oliveiras, Jerusalém Ronen Zvulun/reuters
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Cenáculo, Jerusalém GALI TIBBON/AFP

O Papa Francisco começa a sua visita na Jordânia e depois vai aos Territórios Palestinianos e a Israel. Na segunda-feira regressa ao Vaticano.

Betânia (Jordânia) – Na margem jordana do rio Jordão, em frente à cidade palestiniana de Jericó, é o local onde Jesus Cristo, segundo a tradição, foi baptizado por João Baptista. Em 2009, Bento XVI colocou a primeira pedra de um nova igreja de rito melquita (greco-católica) e de uma igreja latina (católico-romana), as duas comunidades cristãs mais presentes na Jordânia.

Belém (Territórios Palestinianos) – O Papa celebra uma missa na Praça da Manjedoura, em frente à Basílica da Natividade. Situada no coração de Belém, cidade autónoma palestiniana, a basílica foi construída no século IV no local onde, segundo a tradição, Maria deu à luz Jesus num estábulo. Classificada pela UNESCO como Património Mundial, este local atrai dois milhões de peregrinos todos os anos. O edifício sofreu desgastes provocados por conflitos e pela passagem do tempo e o seu telhado está a ser actualmente restaurado.

Campo de refugiados de Dheisheh (Territórios Palestinianos) – Criado em 1949, este campo de refugiados começou por acolher famílias palestinianas, forçadas a deixar Jerusalém e os seus arredores pelo Exército israelita durante a primeira guerra israelo-árabe. Actualmente, 14.800 palestinianos vivem neste subúrbio de Belém que se tornou no quinto maior campo de refugiados da Cisjordânia (num total de 19). Em 2000, o Papa João Paulo II visitou Dheisheh e apelou aí a uma solução rápida para o drama dos refugiados.

Basílica do Santo Sepulcro (Jerusalém) – O santuário mais importante do cristianismo. Foi construído no local onde, segundo a tradição, Jesus foi sepultado antes de ressuscitar. Seis comunidades de cristãos – gregos ortodoxos, católicos latinos, arménios, coptas, sírios ortodoxos e etíopes – partilham este santuário desde 1852. O Papa Francisco vai participar numa missa ecuménica com os líderes das outras igrejas cristãs.

Pátio das Mesquitas e Muro das Lamentações (Jerusalém) – O Pátio das Mesquitas, chamado Haram al-Sharif (Nobre Santuário) pelos muçulmanos e Monte do Templo pelos judeus, é uma fonte de tensões quase diárias para as duas religiões. Encimado pela Cúpula do Rochedo, o Haram al-Sharif abriga a mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado do islão. Por baixo situa-se o Muro das Lamentações, último vestígio do segundo templo judaico destruído no ano 70 d.C. pelos romanos e lugar sagrado do judaísmo.

Memorial Yad Vashem (Jerusalém) – Consagrado à memória dos seis milhões de judeus vítimas do genocídio nazi durante a Segunda Guerra Mundial, o Yad Vashem  foi construído na floresta dos montes de Jerusalém e incluiu um museu, arquivos, o Santuário dos Nomes, onde estão inscritos os nomes das vítimas, e uma Sala da Memória, onde os visitantes são convidados a reanimar a “chama eterna”.

O Jardim das Oliveiras (Jerusalém) – No sopé do monte das Oliveiras está o jardim de Getsémani, onde, segundo o Novo Testamento, Jesus terá rezado antes de ser preso pelos romanos. Muitas das oliveiras ali plantadas terão mais de 900 anos.

O Cenáculo (Jerusalém) – Segundo a tradição, é o local da Última Ceia, a última refeição que Jesus fez com os apóstolos, no decorrer da qual foi instituída a eucaristia. Foi também ali que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos no Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa. O Cenáculo encontra-se no segundo andar de um edifício no monte Sião, onde no rés-do-chão estará o túmulo de David, local sagrado para os judeus. No local funcionou também durante séculos uma mesquita.

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