Entrevista

"Há vários candidatos presidenciais de centro-direita e Durão Barroso é um deles"

Paulo Rangel diz que o Governo deve "consultar" o PS na escolha do próximo comissário europeu e lutar para que este não fique com uma "sub-pasta"

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Como é que vê o regresso de Durão Barroso ao espaço político português? Seria um bom candidato presidencial?
Seria um bom candidato, entre outros. No caso do espaço do centro-direita, há vários nomes possíveis e o doutor Durão Barroso é com certeza um deles. Embora ele tenha dito que não queria ser.

Já falou também da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. Entre os dois, vê mais vantagem em qual?
É um assunto que apesar de muito falado não está na nossa agenda.

Mas está na agenda dos protocandidatos.
Eles dizem que não. Não vou fazer esse exercício de qual está em melhores condições. Tenho eleições europeias dentro de um mês, depois havemos de ter legislativas. Do ponto de vista político-partidário, a agenda está carregadíssima até às presidenciais. Uma coisa é certa: há um leque de pessoas que nos dão garantias de ser um nome francamente positivo e muito competente e isso já me deixa muito sossegado.

Qual o melhor perfil para o comissário europeu indicado por Portugal e que pasta devia ter?
A pasta não é irrelevante, mas não há uma pasta fetiche. Há várias que podem ter muito interesse, desde as áreas económicas às mais clássicas. Temos é de evitar uma subpasta. Como há 28 comissários, há, digamos, subdivisões capilares que não têm interesse.

O PS tem defendido que, depois de um presidente indicado pelo PSD e ratificado por um governo PS, que agora para haver equilíbrio o comissário devia ser indicado pelo PS. O que acha?
Isso posto nesses termos não tem sentido. Sempre achei, sem que isso seja vinculativo, que a escolha de dignitários internacionais deve ser feita num processo de consultas. Mas isso vale para os mais variados postos nacionais. Penso que até para um processo de consensualização mais vasto, isso pode fazer parte com certeza de uma negociação de outro tipo. Mais do que um processo de consultas não se justifica. Deve ser o Governo em funções a tomar essa decisão.


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