Gil Garcia lidera lista do MAS às europeias, com referendo ao euro no programa

A realização de um referendo ao euro é uma das propostas do Movimento Alternativa Socialista (MAS) às eleições europeias, que apresenta como cabeça de lista o dirigente Gil Garcia.

"Nós colocamos em causa a permanência de Portugal no euro, consideramos que a União Europeia foi construída nas costas dos próprios europeus. No caso português, nenhum tratado europeu internacional foi referendado no país - só isso já seria suficiente para convocar um referendo", afirmou Gil Garcia antes da apresentação pública, que se realizou este sábado em Lisboa.

Por isso, continuou, é urgente a realização de um referendo para que os portugueses se pronunciem se querem ou não continuar na moeda única. "O euro e as contrapartidas que isso representa para um país com uma economia débil, como é o caso português, são tão elevadas que estão a arrasar a economia", disse Gil Garcia, apontando a consulta popular como uma "medida de primeira necessidade" nas eleições para o Parlamento Europeu, que se vão realizar em Portugal a 25 de Maio.

Quanto à meta eleitoral do MAS na primeira vez que o partido vai às urnas, Gil Garcia, que irá encabeçar uma lista de "candidatos independentes e sindicalistas, novos rostos, novas políticas, para uma nova alternativa à esquerda", reconheceu que será difícil eleger algum eurodeputado. "Vamos lutar pela eleição de um eurodeputado ainda que isso seja difícil porque o MAS é uma força política nova. Não está escrito em lado nenhum que isso não possa acontecer e em última instância será também a rampa de lançamento para que o país saiba que há uma nova alternativa à esquerda em próximas eleições legislativas", sublinhou Gil Garcia, antigo militante do BE.

Aliás, lembrou, o próprio Bloco de Esquerda quando surgiu em 1999 era "completamente desconhecido e teve uma votação expressiva", embora só tivesse eleito os primeiros dois deputados nas eleições legislativas seguintes. De qualquer forma, acrescentou, estas eleições europeias já vão marcar "um sinal vermelho ao Governo" e mostrar a necessidade de "uma renovação de esquerda".

O MAS promete ainda levar alguns temas mais nacionais à campanha eleitoral, nomeadamente o fim das prescrições de processos judiciais contra banqueiros.