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Manifestação dos polícias de 6 de Março termina na Assembleia da República

Sindicatos prevêem grande participação no protesto que começa no Marquês de Pombal em Lisboa. Objectivo "não é causar problemas de ordem pública".

Manifestação contra os cortes previstos no orçamento de 2014 foi a 21 de Novembro passado
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Imagem da manifestação de polícias em Novembro Tiago Machado

A manifestação nacional dos profissionais das forças e serviços de segurança contra os cortes salariais vai realizar-se a 6 de março entre o Marquês de Pombal e a Assembleia da República, em Lisboa, foi anunciado no domingo.

O percurso da manifestação foi decidido na reunião da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, disse o secretário nacional da estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima.

Paulo Rodrigues adiantou que este trajecto é o mais adequado, tendo em conta que se prevê uma participação em massa dos profissionais das forças e serviços de segurança. O também presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia afirmou: "Há uma grande vontade dos profissionais em voltar a manifestar-se devido ao descontentamento".

Na origem da manifestação está a redução dos vencimentos, o aumento da percentagem para os subsistemas de saúde e continuidade dos congelamentos das progressões. Sindicatos da PSP e associações da GNR que não fazem parte da CCP já anunciaram que vão participar na manifestação.

A 21 de Novembro de 2013 as forças de segurança já se tinham manifestado em frente da Assembleia da República, em protesto pelos cortes salariais. Nesse dia acabaram por protagonizar momentos de tensão ao romper o cordão policial e subir as escadarias do edifício, só parando à porta.

Na altura, os promotores disseram que foi a maior manifestação de sempre. Paulo Rodrigues disse ainda que o objectivo da manifestação de 6 de Março "não é causar problemas de ordem pública", mas sim demonstrar a indignação contra as políticas do Governo para a área da segurança.

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