Pistorius recorda “acidente devastador” que matou a namorada

Faz esta sexta-feira um ano que o atleta sul-africano baleou a namorada. Pistorius mantém a sua versão de que tudo foi um acidente.

Pistorius e a namorada em Janeiro de 2013
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Pistorius e a namorada em Janeiro de 2013 Waldo Swiegers/AFP

Um ano depois de Oscar Pistorius ter morto a sua namorada, Reeva Steenkamp, o atleta sul-africano quebrou o silêncio e recordou aquele que foi um “acidente devastador”. A família da vítima vai prestar uma homenagem à jovem esta sexta-feira e anunciou que vai abrir uma fundação em seu nome.

Foi através da sua página de Internet que o “Blade Runner” se pronunciou pela primeira vez, fora dos tribunais, sobre a morte da namorada. “Não há palavras que possam descrever os meus sentimentos acerca do acidente devastador que causou tanta dor a todos os que amavam verdadeiramente e continuam a amar Reeva”, escreveu Pistorius.

“A dor e a tristeza, especialmente para os pais, a família e os amigos de Reeva, consomem-me de dor. A perda de Reeva e o trauma total daquele dia, vou levar comigo para o resto da minha vida”, afirmou o atleta, que assinou a mensagem com “Oscar”.

O julgamento terá início a 3 de Março e Pistorius deverá manter a versão de que a morte da ex-modelo foi acidental. Na madrugada do Dia dos Namorados do ano passado, o atleta baleou por quatro vezes a namorada através da porta da casa de banho. Oscar Pistorius julgava que estaria a disparar sobre um intruso que lhe estaria a assaltar a casa.

A acusação insiste que terá havido intenção da parte de Pistorius, afirmando que o casal discutiu momentos antes.

Desde que foi libertado sob fiança, a 22 de Fevereiro de 2013, que Pistorius se tem abstido de aparecer em público e nunca, até agora, tinha abordado os acontecimentos do homicídio de Reeva.

Também os pais da jovem quiseram marcar, durante esta semana, o primeiro aniversário da morte da filha, que tinha 29 anos. Através dos seus advogados, Barry e June Steenkamp agradeceram “a toda a família, amigos e ao povo da África do Sul e do mundo pela compaixão, palavras amigas e conforto” que demonstraram.

“Aquilo que queremos é fazer o luto e saber que a nossa filha não sofreu naquele trágico Dia de São Valentim”, afirmaram, citados pelo The Guardian.

A família também anunciou que vai criar uma fundação para homenagear a filha após o julgamento. “Reeva, que tinha tanta paixão pelas questões dos abusos sobre as mulheres e que falava frequentemente contra a violência doméstica, tinha o desejo de abrir uma instituição onde as mulheres abusadas pudessem ser tratadas”, explicaram os seus pais.

Outra acção de homenagem à jovem será o lançamento de balões vermelhos e brancos pela família. “Vamos lançar balões pela sua memória. Serão vermelhos e brancos, as suas cores preferidas”, afirmou à AFP Michael Steenkamp, tio de Reeva.

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