Quarta estação da China na Antárctida é em forma de ovni

Já está a ser planeada a quinta base chinesa no continente branco.

A base chinesa acabada de inaugurar na Antárctida
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A base chinesa acabada de inaugurar na Antárctida XINHUA

A China acaba de inaugurar a sua quarta estação de investigação na Antárctida, representando uma nova etapa do reforço rápido da sua presença no continente branco, onde o país planeia construir uma nova base até ao início de 2015.

A fazer lembrar a forma de um ovni, assente em pilares, a última estação chinesa, baptizada Taishan, foi construída em 53 dias por uma equipa de 28 pessoas, segundo a agência noticiosa Nova China.

Localizada na Terra da Princesa Isabel, a cerca de 2600 metros acima do nível do mar, apenas será utilizada durante o Verão na Antárctida, de Dezembro a Março. A temperatura média anual no local é de 36,6 graus Celsius negativos.

As restantes três estações da China ficam nos seguintes locais: a Changcheng, ou Grande Muralha, está na Ilha do Rei Jorge, no arquipélago das Shetland do Sul, perto da Península Antárctica; a Zhongshan é na baía Prydz, no Leste do continente antárctico; e a Kunlun situa-se no interior do continente, no planalto antárctico também na parte Leste, a mais de 4000 metros acima do nível do mar. A quarta estação fica entre as estações de Zhongshan e Kunlun, respectivamente a cerca de 520 e 715 quilómetros de distância delas.

A quinta base, que ficará na região da Terra de Vitória, deverá ser construída até ao início do próximo ano e prevê-se que funcione durante todo o ano.

Actualmente, cerca de 30 países têm estações no continente branco, que só pode ser usado para fins pacíficos e científicos e onde todas as reivindicações territoriais por parte de vários países se mantêm congeladas segundo o Tratado da Antárctida (de 1959) e assim continuarão pelo menos até 2041, quando o tratado for revisto. Mas, pelo sim, pelo não, vários países querem manter um pé na Antárctida e a ciência serve-lhes de porta de entrada. A isso não deverá ser alheio o facto de se pensar que, por baixo daquele gelo, se esconderem grandes reservas de petróleo.