Galp perde para a EDP liderança de clientes no mercado livre de gás

Relatório da ERSE diz que Galp tinha 29% do número de clientes no final do ano passado, enquanto a EDP passou a ter 44%.

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EDP lidera mercado liberalizado em número de clientes. Foto: Raquel Esperança

A Galp perdeu a liderança em número de clientes no mercado liberalizado de gás em 2013, posição que passou a ser ocupada pela EDP, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

"A Galp, por um lado, viu reduzida a sua quota em número de clientes, deixando de ser o principal operador no mercado liberalizado (passou de 50% do total de clientes em Dezembro de 2012 para menos de 29% em Dezembro de 2013), e, por outro, reforçou essa posição em termos de consumos (de 69% para 71% dos fornecimentos no mercado liberalizado, no mesmo período)", lê-se no resumo informativo do mercado liberalizado de gás natural.

Já a EDP passou a ser o principal operador do mercado em número de clientes (44%), ocupando a terceira posição em termos de consumo abastecido (cerca de 11%), com uma quebra face a Dezembro de 2012 (em 5,3 pontos percentuais).

A Goldenergy foi a empresa que apresentou o maior crescimento em termos de número de clientes, passando de 7,1% em Dezembro de 2012 para 27% no último mês do ano passado, ocupando o terceiro lugar.

No que respeita ao consumo, a Gás Natural Fenosa ocupou a segunda posição, com 13% do consumo, tendo registado uma subida de 3,2 pontos percentuais entre Dezembro de 2013 e igual mês de 2013.

Na comparação com Dezembro de 2012, a carteira da Endesa registou uma quebra de 1,3 pontos percentuais, enquanto na Goldenergy foi verificado um crescimento de 1,5 pontos percentuais.

No final de Dezembro, o mercado livre de gás natural tinha 529.628 clientes e representava cerca de 92% do consumo global.

O consumo aumentou, em Dezembro, cerca de 1,7% face a Novembro e registou um crescimento de 21% em termos homólogos.

A Lusitaniagás e a Portgás foram as empresas responsáveis pela distribuição do maior volume de gás natural, representando cerca de 32% e 26%, respectivamente, do consumo global do mercado (excluindo a rede operada pela REN).