Teixeira Duarte contratualiza obra de 3500 milhões de euros na Venezuela

Empresas portuguesas assinaram na Venezuela memorandos de entendimento para investimentos de 1600 milhões de euros.

O sector da construção poderá perder 140 mil postos de trabalho até ao final do ano
Foto
O sector da construção poderá perder 140 mil postos de trabalho até ao final do ano Enric Vives-Rubio

O grupo Teixeira Duarte assinou um contrato de 4787 milhões de dólares (cerca de 3518 milhões de euros) na Venezuela, para construção de uma auto-estrada, informou esta quinta-feira a empresa.

Segundo o comunicado enviado à Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), o contrato agora assinado estava integrado no “Acordo Complementar ao Acordo Marco de Cooperação entre a República de Venezuela e a República Portuguesa, em matéria de cooperação económica e energética”.

O contrato agora assinado com o Governo da Venezuela já tinha sido comunicado ao mercado em Junho do ano passado e consiste na construção de uma auto-estrada com 19 km de extensão, três vias em cada sentido, que ligará Caracas a La Guaira (Zona do Aeroporto de Maiquetia), mas que inclui quatro quilómetros de viadutos e nove quilómetros em túneis.

O contrato da Teixeira Duarte foi formalizado durante a recente deslocação do vice-primeiro-ministro Paulo Portas a Caracas, no âmbito da 9.ª comissão mista de acompanhamento dos acordos estabelecidos entre os dois países.

Durante os trabalhos da 9º comissão, foram assinados na quarta-feira vários memorandos de entendimento e actas de compromisso no valor de 2200 milhões de dólares (1600 milhões de euros) para projectos de construção, portos, habitação social e indústria.

De acordo com a Lusa, entre os acordos assinados está uma acta de compromisso entre a venezuelana Bolivariana de Portos (Boliportos) e a portuguesa Teixeira Duarte Engenharia e Construções, para o desenvolvimento do projecto de engenharia, construção e reabilitação e ampliação do terminal de silos nos portos de Puerto Cabello e Maracaibo.

Foi ainda assinado um memorando de entendimento entre a venezuelana Corpomiranda e o Banco Espírito Santo para desenvolver projectos e programas de habitação social, dirigidos à classe média e os sectores mais jovens venezuelanos. Este memorando contempla a criação de uma comissão técnica que se encarregará de avaliar os termos e condições através dos quais aquele banco português poderá outorgar financiamento àquele organismo venezuelano para a execução dos projectos.