Crítica

Feedly, para grandes consumidores de informação

O serviço que cresceu com o fim do Google Reader superou o mestre.

Uma das opções de visualização de conteúdos
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Uma das opções de visualização de conteúdos
Um artigo aberto no Feedly
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Um artigo aberto no Feedly

Quando o Google decidiu acabar com o Reader, um leitor de feeds RSS, o Feedly, que já estava online desde 2008, apressou-se a tentar preencher o lugar vago. Menos de um ano depois, torna-se claro que superou o antecessor como uma ferramenta de leitura e partilha de informação.

De forma simplificada, o RSS é uma tecnologia que permite ao utilizador receber as actualizações de um site, ordenadas cronologicamente. O PÚBLICO disponibiliza um feed RSS com um excerto de todos os artigos publicados, tal como fazem a generalidade dos blogues e sites noticiosos (vários disponibilizam desta forma os artigos na íntegra). O utilizador pode ler estes feeds num dos muitos serviços online, em aplicações para telemóveis e tablets ou em programas de computador.

Ao longo do ano passado, o Feedly foi acrescentando funcionalidades que o tornam não apenas uma ferramenta de leitura para quem segue uma grande quantidade de fontes de informação, mas também uma forma eficaz de guardar e partilhar conteúdos.

O Feedly oferece uma interface simples. Numa coluna do lado esquerdo estão as várias categorias criadas pelo utilizador para agrupar as fontes de informação. O resto do ecrã é ocupado com o conteúdo. Para cada categoria, pode ser adoptado um tipo de visualização: uma lista simples, para quem gosta de percorrer rapidamente vários títulos; dois tipos de visualização com imagens, que dão ao conteúdo um aspecto mais "magazinesco"; e uma quarta opção que permite ver logo todo o conteúdo (entenda-se: todo o conteúdo que a fonte de informação disponibilizar neste formato), sem ser preciso clicar para o abrir. É também possível escolher entre vários esquemas de cores e a página de configurações permite personalizar muitos outros pormenores.

Ler mais tarde
Há uma funcionalidade que guarda conteúdos para ler mais tarde (todos os itens guardados ficam numa secção acessível a partir da barra lateral). Basta clicar num pequeno ícone junto de cada título com o formato de um marcador de livros. Ou premir a tecla "S". Os atalhos de teclas são, de resto, uma funcionalidade útil no Feedly. Por exemplo, o "J" e o "K" permitem percorrer a lista de artigos um a um. Premir duas vezes a tecla "G" activa uma caixa de pesquisa que possibilita chegar rapidamente a um feed específico. E "Shift+A" marca todos os feeds como estando lidos.

O Feedly está também integrado com um outro serviço, chamado Buffer, numa combinação ideal para quem tenha presença activa nas redes sociais. O Buffer permite publicar simultaneamente em várias redes e criar uma lista de conteúdos que são publicados periodicamente, em horários pré-definidos. Para usar o Buffer a partir do Feedly, basta premir o ícone respectivo ou usar a tecla "B". As teclas "T", "F" e "L" activam o Buffer, mas só para uma rede social: o Twitter, Facebook ou o LinkedIn, respectivamente. Há a possibilidade de partilhar também no Google+ e um botão para guardar o texto no Instapaper (uma brilhante ferramenta que retira a publicidade e elementos desnecessários e guarda apenas o texto, para uma leitura sem distracções). Os utilizadores pagantes têm direito a mais opções de partilha.

Uma versão paga do Feedly (cinco dólares por mês, cerca de 3,70 euros) dá acesso a alguns extras, entre os quais mais opções de partilha e a possibilidade de pesquisar no conteúdo das fontes de informação. Mas mesmo os utilizadores exigentes encontrarão na versão gratuita muitas boas razões para usarem o serviço.

Conhece, ou desenvolveu, um serviço ou aplicação que gostaria de ver analisado no PÚBLICO? Envie a sua sugestão para [email protected].