Taxa de desemprego na Alemanha estável nos 5,2%

Descida no número de pessoas sem trabalho foi insuficiente para fazer cair a taxa de desemprego em Novembro.

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O desemprego na Alemanha é mais elevado entre os homens do que entre as mulheres Hannibal Hanschke/Reuters

Apesar da descida conhecida nesta terça-feira, a taxa de desemprego manteve-se inalterada nos 5,2%, o mesmo valor registado em Outubro. Se não forem considerados os efeitos de sazonalidade, a queda é mais expressiva: o número de desempregados diminui para 2,13 milhões, menos 29 mil pessoas do que em Outubro (uma descida de 1,4%) e menos 94 mil do que em Novembro de 2012 (uma diminuição de 4,1%).

Neste cenário em que não são levados em conta os efeitos irregulares e sazonais, a percentagem de pessoas sem trabalho representava 5% da população activa, contra 5,1% no mês anterior e 5,2% no mesmo mês de 2012. Se os números que o Eurostat publica na quarta-feira confirmarem estes dados (e se não forem revistos valores dos últimos meses), quer isto dizer que a taxa de desemprego se mantém ao mesmo nível desde Setembro.

Cresce número absoluto de emprego
Ao mesmo tempo, cresceu o número absoluto de empregos, aumentando em 26 mil de Outubro para Novembro. Ao todo, havia registo de 40,5 milhões de trabalhadores (ou 40,7 milhões sem os efeitos de sazonalidade). No espaço de um ano, a taxa de emprego passou de 63,7% para 64,3%, um valor que está ligeiramente acima do observado em Outubro.

O nível de desemprego é mais elevado entre os homens (5,5%) do que entre as mulheres (4,8%); e entre a população jovem, com idade entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego chega aos 7,5%.

A média da zona euro estava, em Outubro, nos 12,1%, número que será actualizado na quarta-feira quando o Eurostat divulgar dados para o conjunto dos países da moeda única e da União Europeia.

Outros dados, publicados pela Agência Federal para o Emprego alemã, mostram que a criação de emprego continuou no final do ano, acentuando a tendência de conversão de “empregos temporários mal pagos em empregos permanentes mais bem pagos”, notou à AFP Christian Schulz, economista do banco de investimento alemão Berenberg.