Mosquito, Montez, BCP e BES são os novos accionistas da Controlinveste

Daniel Proença de Carvalho vai ser o novo presidente não-executivo do grupo de media.

O empresário angolano António Mosquito vai entrar no capital da área de media do grupo Controlinveste (Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Jogo e a rádio TSF) com uma posição de 27,5%, idêntica à de Joaquim Oliveira.

Para além dos empresários Joaquim Oliveira, que detinha 100% do Grupo Media, pertencente à Controlinveste, e de António Mosquito, a empresa vai contar com mais três accionistas: Luiz Montez, com 15%, e os dois bancos credores, BCP e BES, cada um com 15% do capital.

Mosquito (que também entrou no capital da construtora Soares da Costa) e Montez, da promotora de eventos Música do Coração e um dos donos da Meo Arena, surgem associados numa parceria estratégica. Do outro lado, vão estar Joaquim Oliveira (a Controlinveste tem a sua origem na Olivedesportos criada em 1984), o BCP (onde os capitais angolanos têm uma forte presença) e o BES.

As duas instituições credoras da Controlinveste terão pressionado o empresário português para chegar a um entendimento com Mosquito e Montez. A SportTV ficou de fora do negócio, mantendo-se na esfera de Joaquim Oliveira

Para além do Jogo, do Diário de Notícias, do Jornal de Notícias, e da TSF, o Grupo Media possui ainda o Açoriano Oriental, Diário de Notícias da Madeira, Jornal do Fundão, as revistas Volta ao Mundo e Evasões.

O acordo entre Oliveira, Mosquito, Montez, BCP e BES, foi celebrado esta terça-feira, em Lisboa, e envolve a reestruturação da dívida do Grupo Media aos dois bancos (transformação em capital), que ronda os 60 milhões de euros, e um aumento de capital, cujos detalhes continuavam ontem ao final da tarde por anunciar.

Será através desta operação que Mosquito e Montez vão concretizar a entrada no Grupo Media. O advogado Daniel Proença de Carvalho (que esteve à frente da administração da RTP) será o presidente não executivo da empresa, decisão que foi consensual entre as várias partes.

O negócio foi assessorado financeiramente pelo Banco Privado Atlântico, liderado por Carlos Silva, que é também administrador não executivo do BCP. Proença de Carvalho e Carlos Silva são ambos accionistas da Interoceânico, de capitais portugueses e angolanos, que detém uma posição no BCP.