Parlamento venezuelano dá poderes especiais ao Presidente Nicolás Maduro

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Nicolás Maduro quis ter uma arma contra a "guerra económica" Reuters

A Assembleia Nacional de Caracas já tinha dado um primeiro consentimento ao pedido do Presidente a 14 de Novembro, mas só agora a medida foi aprovada pelo mínimo de votos exigidos, 99 em 165 (maioria de três quintos).

Para obter o número de votos necessários, o partido socialista no poder expulsou uma deputada, Maria Mercedes, uma dissidente substituída por um lealista, Carlos Santos, que deu o 99.º voto a favor.

Maduro pedira o governo por decreto — que o seu antecessor, Hugo Chávez, usou várias vezes — para adoptar medidas contra a corrupção e a inflação (superior a 54%) num momento em que a Venezuela atravessa uma grave crise económica e social — há falta de produtos básicos como o leite. Maduro diz que esta "guerra económica" que a revolução venezuelana trava é feita pela oposição com o apoio de países estrangeiros e que se destina, precisamente, a estrangular e matar a revolução.

Os poderes especiais permitem ao Presidente governar por decreto, sem que as medidas sejam aprovadas na Assembleia Nacional.