Maiores partidos espanhóis perdem terreno nas europeias, revela sondagem

PP e PSOE vão ser muito penalizados nas próximas eleições europeias, de acordo com sondagem. IU e UPyD são as formações que mais sobem.

Pérez Rubalcaba (PSOE) e Mariano Rajoy (PP) em queda para as eleições europeias
Foto
Pérez Rubalcaba (PSOE) e Mariano Rajoy (PP) em queda para as eleições europeias Jon Nazca/Reuters

Empate técnico entre os dois maiores partidos e uma subida meteórica dos mais pequenos. É este o cenário traçado pela sondagem mais recente em Espanha para as eleições europeias de Maio, publicada esta segunda-feira.

Se os espanhóis votassem hoje nas eleições europeias, o Partido Popular (PP, de centro-direita) e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, centro-esquerda) seriam os dois partidos mais votados, com uma vantagem de apenas 1,1% dos conservadores, algo que é considerado como um empate técnico, de acordo com a margem de erro do estudo.

Os dois maiores partidos espanhóis são os mais castigados pelos eleitores, com o PP a ter 29%, face a 42,3% dos votos obtidos nas eleições de 2009, e o PSOE a ficar-se pelos 27,9%, bem abaixo dos 38,6% conseguidos há quatro anos. No conjunto, a soma dos votos nos dois partidos passa de 80,9% em 2009 para 56,9%.

A sondagem, elaborada pela empresa Metroscopia para o jornal El País, indica uma subida acentuada dos pequenos partidos, sobretudo da Esquerda Unida (IU, coligação entre vários partidos de esquerda, incluindo o Partido Comunista) e da União, Progresso e Democracia (UPyD). A IU sobe de 3,7% em 2009 para 14,3% na sondagem, enquanto o partido fundado por Rosa Díez aparece com 8,2%, quando em 2009 conseguiu apenas 2,9% dos votos.

Geralmente, as eleições para o Parlamento Europeu são aproveitadas pelos eleitores para castigar os maiores partidos, uma vez que são consideradas de “segunda linha”, isto é, de menor importância que outras, como as legislativas. Por serem disputadas num ciclo eleitoral único, as europeias também tendem a favorecer a representatividade de partidos minoritários, normalmente penalizados pelo sistema eleitoral espanhol, tendencialmente maioritário.

O inquérito foi realizado durante seis semanas, durante as quais foram entrevistadas 3600 pessoas.