Rui Moreira fica com dois pelouros e não dá vice-presidência ao PS

Um dos três vereadores socialistas fica sem qualquer pelouro. Manuel Pizarro assume Habitação e Acção Social.

Adriano Miranda
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Adriano Miranda

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, vai ficar com a responsabilidade directa sobre a reabilitação urbana na cidade e assume ainda dois pelouros na autarquia, o do Desenvolvimento Económico e Social e o do Desporto, Lazer e Turismo. Guilhermina Rego ser�� a vice-presidente da autarquia.

O executivo, que se reuniu pela primeira vez, na manhã desta segunda-feira, aprovou a proposta para que a futura governação da cidade conte com sete vereadores. Na altura, Rui Moreira prometeu que ainda durante o dia seriam divulgados os pelouros que seriam atribuídos e quem os assumiria, o que aconteceu ao final da tarde.

Conforme já se esperava, Guilhermina Rego irá assumir a vice-presidência, ficando também com o pelouro da Educação, Organização e Planeamento. Sampaio Pimentel regressa ao pelouro da Fiscalização e Protecção Civil, que já exercera sob a alçada de Rui Rio, e Paulo Cunha e Silva ficará com o pelouro da Cultura. Os dois outros vereadores eleitos pela lista de Rui Moreira - Filipe Araújo e Cristina Pimentel - assumem, respectivamente, o pelouro da Inovação e Ambiente e o pelouro da Mobilidade.

No PS, a vereadora Carla Miranda será a única que ficará sem pelouro, ficando Manuel Pizarro com a responsabilidade pela Habitação e Acção Social e Manuel Correia Fernandes com o pelouro do Urbanismo.

Aos três vereadores do PSD e o vereador da CDU não foi atribuído qualquer pelouro.

Durante a reunião da manhã, quando ainda não era oficialmente conhecida a lista dos pelouros, Amorim Pereira, do PSD, manifestou-se "chocado" com o acordo de governação estabelecido por Rui Moreira com o PS. "O CDS é mais próximo do PSD que o PS. Que o presidente não tenha sequer tentado qualquer aproximação ao PSD, com quem o CDS decidiu coligar-se por esse país fora, chocou-me", disse Amorim Pereira, classificando o acordo conseguido na autarquia como "uma coligação contra natura".

Rui Moreira afirmou que o acordo com o PS procurou reflectir "aquilo que o povo do Porto votou", garantindo que o entendimento assentou "em princípios programáticos".