António Costa: “A questão fundamental não é o acordo, mas uma mudança de política”

Candidato à Câmara de Lisboa esteve no Porto, com o candidato socialista Manuel Pizarro. E elogiou atitude do PS na crise política nacional.

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Costa participou numa cimeira de candidatos do PS às câmaras de Lisboa e Porto Dato Daraselia

O socialista António Costa afirmou, esta segunda-feira, que o Presidente da República não resolveu o problema “fundamental” do país. “A questão fundamental é a mudança de política. E essa pode-se fazer com eleições, sem eleições, com acordo, sem acordo”, argumentou o presidente da Câmara de Lisboa

“Passados 15 dias estamos exactamente no mesmo ponto, o que significa que não se avançou. Pelo contrário, perdeu-se tempo, e isto significa que as próximas eleições autárquicas, e principalmente aqui no Porto, vão ser um momento de afirmação da necessidade de existência de uma alternativa, de uma outra forma de governar e de outras prioridades para o país, como o crescimento e o emprego”, vincou António Costa, que participou numa acção de campanha no Porto, com o candidato do PS a este município, Manuel Pizarro.

Para o candidato à Câmara de Lisboa, “o país é que não sai melhor destes 15 dias entre as duas declarações de Cavaco Silva ao país, durante os quais se tentou um acordo de salvação nacional”. “O país precisa de um acordo amplo que tenha como base de negociação a renegociação do memorando de entendimento. Enquanto não o tiver, iremos estar aqui a comprometer o nosso futuro e a não conseguir cumprir os objectivos de crescimento económico, de redução do desemprego e de consolidação das finanças públicas. Essa é a verdadeira causa da crise, não há outra.”

Para o socialista, a liderança de António José Seguro esteve bem em participar na negociação. “O PS fez o que tinha de fazer. O que é importante é o resultado final. E esse é mau. Não se conseguiu uma mudança de orientação, e esta maioria e o actual Presidente da República vão continuar a fazer esta política que não tem dado frutos e vai continuar a não dar frutos”, disse. E acrescentou: “A crise que vivemos não tem origem na demissão deste ou daquele ministro. Os ministros demitiram-se, porque a política falhou. Enquanto essa mudança de política não existir, andaremos de crise em crise, mas não saíremos dela.”
 
 

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